16 de agosto de 2026
INÍCIO DE CAMPANHA

Campanha presidencial começa com atos em redutos políticos

Por Diná de Melo | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Presidenciáveis na disputa por espaço no eleitorado

A disputa pela Presidência da República entrou oficialmente em uma nova etapa neste domingo (16), com o início da campanha eleitoral de 2026. Os principais candidatos escolheram cidades e locais ligados às próprias trajetórias políticas para marcar a largada da corrida pelo Palácio do Planalto.

A partir desta data, candidatos e partidos estão autorizados a realizar comícios, carreatas, passeatas, distribuição de material de campanha e propaganda na internet, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O período de propaganda eleitoral começou oficialmente às 8h deste domingo. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para o primeiro ato. A cidade tem importância na trajetória política do petista, que ganhou projeção nacional a partir da atuação sindical na região.

O evento ocorreu no estádio Primeiro de Maio e foi marcado por referências à história pessoal e política de Lula. O candidato também colocou as mulheres no centro do discurso e voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação da proposta de emenda constitucional que trata do tema. A soberania nacional também apareceu entre os assuntos abordados.

Flávio aposta no legado Bolsonaro

No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL) iniciou a campanha em Copacabana, um dos principais símbolos das manifestações políticas ligadas ao bolsonarismo. O local escolhido reforça a estratégia de associar sua candidatura ao legado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante o ato, Flávio fez críticas ao governo Lula e concentrou o discurso em segurança pública e soberania nacional. Também defendeu o endurecimento das medidas contra organizações criminosas e prometeu classificar milícias como organizações terroristas. O candidato utilizou ainda a imagem do pai, com a reprodução de um áudio de Jair Bolsonaro durante o evento.

A escolha de Copacabana não foi casual. O espaço já foi palco de grandes manifestações bolsonaristas e faz parte da identidade política construída pelo ex-presidente. A campanha de Flávio também prevê passagem por Juiz de Fora (MG), cidade onde Jair Bolsonaro sofreu um atentado durante a campanha presidencial de 2018.

Caiado concentra agenda em Goiás

Ronaldo Caiado (PSD) também optou por começar a campanha em seu principal reduto eleitoral. O candidato iniciou o domingo com uma missa em Goiânia e, depois, participou de uma carreata por municípios do Entorno do Distrito Federal.

O discurso teve como um dos principais eixos a segurança pública. Caiado também reforçou que pretende fazer oposição ao governo Lula, em meio às discussões internas do PSD sobre o posicionamento do partido nas eleições. A agenda inicial foi concentrada em Goiás, sem ato no Sudeste.

Zema e Renan também começam a corrida

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) escolheu Montes Claros para iniciar sua campanha. A agenda incluiu participação em missa e caminhada pelo centro da cidade. Segurança pública foi um dos principais temas do discurso, com a defesa de medidas mais duras contra organizações criminosas e a proposta de construção de um grande presídio destinado a líderes de facções. Zema também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal.

Já Renan Santos (Missão) também decidiu iniciar a campanha em território considerado estratégico para sua trajetória política. Assim como os demais candidatos, a estratégia é transformar o primeiro ato em uma demonstração de força e, ao mesmo tempo, apresentar ao eleitorado a identidade que pretende imprimir à campanha. As agendas de Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan foram planejadas em locais considerados simbólicos para suas respectivas bases políticas.