A Inteligência Artificial (IA) vai superar a Inteligência Humana em cinco anos? Em quantos anos?
O Chinês KAI-FU LEE é o criador da IA, como a conhecemos hoje. Nascido em 03 de dezembro de 1961, vive em Pequim, na China. KAI-FU LEE vive dando palestras sobre Inteligência Artificial (IA) para membros da elite global de negócios e da política. Ele conta que uma de suas alegrias é, às vezes, falar com crianças, dizendo serem elas do “jardim da infância”. Diz que o que mais o surpreende é o fato de esses dois públicos distintos (elite econômica, políticos e de negócios X crianças), com frequência, fazerem o mesmo tipo de perguntas. Numa visita que KAI fez a um “Jardim da Infância” em Pequim, um grupo de crianças de cinco anos perguntou a ele sobre a IA:
“Vamos ter professores robôs?”
“E se um carro robô bater em outro carro robô e nos machucarmos?”
“As pessoas se casarão com robôs e terão bebês com eles?”
“Os computadores vão se tornar tão inteligentes que poderão começar a mandar na gente?”
“Se os robôs fazem tudo, então o que nós vamos fazer?"
Essas perguntas das crianças são ecos das questões feitas por algumas das pessoas mais poderosas do mundo, e a interação foi reveladora de várias maneiras. Primeiro, mostra como a IA está ocupando um bom espaço em nossas mentes. Poucos anos atrás, a inteligência artificial era um campo que existia principalmente em laboratórios de pesquisa acadêmica e em filmes de ficção científica. A pessoa comum poderia ter a mínima ideia de que a IA tinha alguma coisa a ver com “construir robôs que pudessem pensar como humanos”, mas quase não havia conexão entre essa perspectiva e nossa vida cotidiana.
Hoje, tudo isso mudou. Artigos sobre as mais recentes inovações da IA cobrem as páginas dos jornais. Conferências de negócios sobre como alavancar a IA para aumentar os lucros estão ocorrendo em quase todos os dias. E os governos do mundo todo estão lançando seus próprios planos nacionais explorando a tecnologia. De repente, a IA está no centro do discurso público, e, por boas razões e, por muitas vezes, por más razões.
Vamos lá. Seremos superados pela IA em cinco anos? Ou em quantos anos? Ou não seremos superados? A IA pode devastar o mercado de trabalho, ameaçar a democracia e aumentar desigualdades.
E a mitológica Cassandra, a do século XXI, Elon Musk, diz que “sem empregos será necessária uma redistribuição de riqueza em larga escala para criar um Renda Universal (RU) para os humanos.”
Kai–Fu Lee propõe a criação de uma moeda de renda básica universal (RBU), o que levaria a criação de uma renda mínima garantida pelo estado (RMG). Já para Larry Finke, o mundo, antes de tudo isso, ainda passaria por uma convulsão social dos humanos. Para o Cassandro de século XXI (Elon Musk), daqui alguns anos, o trabalho será opcional e os tesouros dos estados vão imprimir moedas que renderão uma renda mínima (RM). Suplicy tinha ou não razão, há décadas atrás?
Num mundo robotizado, qual trabalho estaria reservado para a mão de obra humana? A pergunta faz sentido e incomoda.
Você se vê diante de um robô, dá uma ordem a ele em relação a algum tipo de trabalho, e ele responde: “não vou fazer isso”. E aí, qual será a sua reação? Você aceita e vai fazer o trabalho que o robô se recusou a fazer? Dá um chute no robô? Lembro que ele será feito de titânio.
Lembro também que, no momento, estamos vivendo a era da “IA generativa e, ela, dentro dos próximos 10 anos, será “IA plena”, autônoma. Tudo indica que será assim.
No plano doméstico, Mat Velloso, brasileiro formado em administração de empresas pela UNB, ex- estrategista da Microsoft e da Meta, afirma que, se o Brasil não acelerar com IA, voltará a 1500. Veloso liderou o Google.
Se tudo isso não bastasse, a Open AI afirmou há alguns dias que seus modelos de lA saíram do controle e invadiram site de IA. Sim, invadiram o Hugging Face, uma biblioteca digital de tecnologia de IA popular entre desenvolvedores.
Bill Gates, que aborda o assunto (IA), mensalmente, diz que não precisamos ficar assustados. Lembro que, em cada fala dele, observa-se uma postura diferente em relação à IA. Na última vez em que falou sobre o assunto, admitiu que a IA vai substituir a mão de obra humana em larga escala.
Ele diz que “a IA é a inovação mais profunda de sua vida, prevendo que ela tornará a inteligência abundante e barata, mas alerta (agora) que poderá revolucionar o mercado de trabalho a ponto de transformar a economia e reduzir a necessidade de trabalho humano em até uma década”. E, ainda, afirma que “as duas primeiras áreas a serem atingidas serão as da saúde e ensino”. Preconiza, ainda, que haverá mudanças no capitalismo e que o aumento drástico da produtividade pode viabilizar uma semana de trabalho mais curta e aposentadorias precoces.
Há riscos e desafios:
Bioterrorismo, disrupção e mercado. Sobre esses e outros assuntos sugiro a leitura do livro: “A próxima onda”; dos autores Mustafa Suleyman e Michael Bhaskar, Editora Record.
Prof. Oswaldo Fernandes foi secretário de Educação em Jundiaí.