Passageiros enfrentam trens e estações lotadas na zona leste de São Paulo na manhã desta terça-feira (4) com a greve de funcionários da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos).
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Os servidores das linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade iniciaram uma paralização em protesto contra a privatização dos ramais pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Nesta manhã, apenas a linha 11 estava funcionando –entre as estações Guaianazes e Barra Funda. O trecho entre Guaianazes e Estudantes, em Mogi das Cruzes, estava interrompido.
As linhas 12 e 13 estavam completamente paradas.
"Do jeito que está, é melhor desistir", diz a doméstica Rosa Ferreira, 50, na estação Itaquera, que enfrentava superlotação nesta manhã.
Os ônibus do Paese, oriundos de vários bairros da zona leste, estavam se dirigindo à estação Itaquera, onde passa a linha 3-vermelha do metrô.
"Você sabe eu pego o ônibus para Mogi?", pergunta à reportagem o técnico em TI Paulo Passaretti, 37.
Ele mora em São Caetano e tentava chegar à cidade da Grande São Paulo, onde trabalha. "Ninguém sabe informar onde os ônibus estão saindo. Está bem caótico", diz.
O eletricista Domingos Sávio, 63, esperava o fluxo de passageiros diminuir para prosseguir até o trabalho, próximo da estação Dom Bosco.
"Está muito tumultuado. Eu até saí mais cedo porque sabia que tinha greve, e já avisei o chefe que vou chegar atrasado", diz.
O governo de São Paulo adotou plano de contingência e reforçou transporte sobre trilhos durante a paralisação.
O metrô antecipou a operação para as 4h e reforçou a operação na linha 3-vermelha. A CPTM implementou um plano de contingência para operar parcialmente as linhas 11-coral e 12-safira.
Segundo o metrô, trens vazios poderão ser enviados às estações que apresentarem maior lotação nas plataformas, com o objetivo de agilizar os embarques e reduzir o tempo de espera.
A greve por tempo indeterminado foi decidida nesta segunda (3) em votação no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), no Brás, região central da cidade.
Em nota conjunta, a CPTM e o governo disseram que, em reunião nesta segunda, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Iamspe (Assistência Médica ao Servidor Público Estadual).
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 400 mil.