09 de agosto de 2026
OPINIÃO

Sessenta anos de uma Igreja que caminha


| Tempo de leitura: 3 min

Há datas que carregam mais do que números; o dia 15 de agosto de 2026 será uma dessas datas. Não apenas para mim, mas para toda a Diocese de Jundiaí.

Quando penso nos sessenta anos que estamos prestes a celebrar, penso também em rostos, em vozes, em gestos simples de fé que foram construindo, ao longo de seis décadas, aquilo que hoje somos como Igreja particular.

Escolhemos abrir este Jubileu com uma Missa Campal na Praça Governador Pedro de Toledo, em frente à nossa Catedral, no espaço aberto onde a cidade e a fé sempre se encontraram em Jundiaí.

Confesso que, ao me preparar para este momento, sinto uma mistura de gratidão e de emoção que dificilmente conseguiria traduzir em poucas palavras. Sessenta anos é tempo suficiente para que gerações inteiras tenham nascido, crescido e se formado dentro desta Igreja, e ao mesmo tempo é tempo suficiente para que a memória de tantos sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos que já partiram continue viva entre nós, como um lastro silencioso que sustenta o presente.

Penso também que um Jubileu não é apenas celebração do passado. É, ao mesmo tempo, um chamado a olhar para frente, a reconhecer os desafios do nosso tempo e a renovar o compromisso de sermos uma Igreja em saída, próxima do povo, atenta às periferias existenciais e geográficas que Jundiaí e sua região ainda guardam. A praça, neste sentido, me parece o lugar certo para começar. Uma praça é espaço de encontro, de convivência, de pluralidade, e é ali que desejamos, simbolicamente, colocar toda a comunidade diocesana reunida em um só corpo de oração e ação de graças.

Há algo de bonito, e ao mesmo tempo de profundamente humano, em pensar que uma instituição de fé consiga atravessar seis décadas de história do Brasil, com todas as suas transformações sociais, culturais e eclesiais, e continuar viva, continuar gerando vocações, formando consciências e sustentando esperanças. Isso me faz olhar para o dia 15 de agosto não como um simples início de programação, e sim como um marco de memória coletiva, um momento em que a Diocese de Jundiaí se reconhece, se abraça e se reconcilia com sua própria trajetória.

Escrevo estas palavras movido por essa mistura de saudade e de esperança que os aniversários costumam despertar. Que este Jubileu dos 60 anos seja, para cada um de nós, ocasião de gratidão pelo que já vivemos, e ao mesmo tempo de renovada disposição para os passos que ainda precisamos dar juntos.

Com o coração cheio de alegria, convido cada fiel de nossa amada Diocese de Jundiaí a participar da Celebração Eucarística que acontecerá no próximo 15 de agosto, às 9h, na Praça Governador Pedro de Toledo, s/nº, Centro, em Jundiaí, em frente à Catedral Nossa Senhora do Desterro.

Diante do altar do Senhor, celebraremos o encerramento da Festa da Padroeira Nossa Senhora do Desterro 2026, dando início às comemorações pelos 60 anos de instalação de nossa Diocese.

Que, pela intercessão de Nossa Senhora do Desterro, possamos renovar nossa esperança, fortalecer nossa comunhão e assumir, com alegria, a missão que o Senhor confia à sua Igreja.

Dom Arnaldo Carvalheiro Neto é Bispo Diocesano de Jundiaí