23 de julho de 2026
ATENÇÃO, ATENÇÃO!

Falsos agiotas enviam e-mails em massa e querem você como vítima

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
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Em uma das mensagens no e-mail, o golpista faz ameaças

Golpistas estão enviando e-mails em massa se passando por agiotas para cobrar supostas dívidas e intimidar vítimas. A estratégia é fazer com que pessoas, tenham ou não qualquer débito, sintam-se ameaçadas e acabem realizando transferências de dinheiro. O Jornal de Jundiaí conversou com o delegado Marcel Fehr, atualmente na DIG/Deic de Campinas, que explicou como funciona a fraude e orientou a população.

Uma moradora de Campo Limpo Paulista foi uma das pessoas que receberam o e-mail. A mensagem também foi enviada para outras dezenas de destinatários.

No texto, o golpista faz ameaças como: "Não sei se você acha que isso vai sumir sozinho. Mas aqui seguimos firmes. Não se faça de morto porque você não está enterrado. Já está na hora de vestir as calças e pagar o que deve." Em outro trecho, afirma: "Ou responde ou se prepare para as pancadas".

A intenção é fazer com que a vítima responda ao e-mail. A partir desse contato, os criminosos intensificam as ameaças para tentar obter dinheiro.

Para o delegado Marcel Fehr, trata-se de uma típica tentativa de estelionato por meio de engenharia social. "É uma tentativa de golpe. Essas ameaças não são reais. Fazem parte da chamada engenharia social, em que o criminoso cria uma história para induzir a vítima ao erro. Quando a pessoa acredita que a ameaça pode ser cumprida, acaba cedendo e realizando algum pagamento. Tecnicamente, trata-se de estelionato, e não de extorsão. Na extorsão, a ameaça tem potencial concreto de ser executada. Nesse caso, o mesmo e-mail é enviado para diversas pessoas, mostrando que é apenas uma tentativa de enganar as vítimas, como ocorre nos falsos sequestros", explicou.

O O delegado Marcel Fehr explicou sobre o golpe

A orientação é para que quem receber esse tipo de mensagem não responda ao e-mail, não faça qualquer pagamento e, sempre que possível, registre um boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações.