20 de agosto de 2026
OPINIÃO

Nossas vantagens em recursos naturais


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Quais forças endógenas proporcionam e impulsionam um País para um  desenvolvimento sustentável e que representam fatores determinantes de vantagens comparativas no comércio internacional.

São, principalmente, os recursos naturais; as forças dos fatores produtivos e os atributos construídos que ancoram, como vantagens, suas assimetrias frente aos seus concorrentes internacionais.

O Brasil, dispõe dessas variáveis, quase todas, com preponderância  mundial, de forma inequívoca para sermos uma grande potência econômica global.
Temos uma dimensão territorial invejável de 8.511.000 km². Grande parte constituídas  de terras férteis; não temos vulcões, terremotos, tsunamis e neves em nosso País. 
Temos 12% da água doce de superfície do mundo e dois dos maiores aquíferos de águas subterrâneas: O aquífero Guarani, a maior reserva transfronteiriça do planeta, sendo que 70% se situa em território nacional. Temos o aquífero denominado como Sistema Grande Amazônia (SAGA),  que é o maior do mundo;

Somos o País que recebe 16% dos raios solares que caem no mundo;

Temos uma PEA – População Economicamente Ativa de cerca de 110 milhões de trabalhadores;

Temos a segunda maior reserva de terras raras do mundo, fundamentais na produção de veículos elétricos, computadores, smartphones, aviões, drones e muitos outros bens de elevado avanço tecnológico;

Temos a exuberância  da Amazônia, a maior reserva florestal do mundo, com toda a sua biodiversidade;

Nosso País possui reservas de 16 bilhões de  barris de petróleo. Detemos, portanto, a 16 ª maior reserva mundial;

A nossa costa marítima possui uma extensão de 10.960 km, o que nos  coloca na 13 ª posição global de extensão litorânea, com todas as suas riquezas;

A grande excelência que temos em recursos naturais, falta-nos em atributos construídos, a começar pela desigualdade na distribuição da renda, pois mais que 50 % da riqueza nacional está na posse de apenas 1% da população. 84% dos brasileiros detém uma renda mensal máxima de até R$ 5.000,00;

Em decorrência, a nossa poupança interna se situa em aproximadamente 17% do PIB – Produto Interno Bruto, portanto, insuficiente para as necessidades contínuas  de investimentos nacionais de 25 % do PIB por ano, em infraestrutura e logística, que requerem;

Somos também uma das economias mais fechadas do mundo desenvolvido, sendo que a nossa corrente de comércio exterior (soma das exportações com as importações), fica abaixo de 27% das riquezas produzidas anualmente pelo País (PIB – Produto Interno Bruto);

Por fim, somos um País deficiente em planejamento estratégico para a melhor utilização, não só das riquezas naturais, mas também em ações voltadas para o futuro, de forma a nos tornarmos uma potência econômica na produção de energia, combustíveis limpos, biodiversidade para a saúde mundial e para desenvolver um modelo de desenvolvimento econômico sustentável.

Messias Mercadante de Castro é professor de economia do Unianchieta, membro do Conselho de Administração da DAE S/A e Consultor de Empresas