26 de maio de 2026
OPINIÃO

Futuro global se constrói com a força da Indústria


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No dia 25 de maio, celebramos o Dia da Indústria em um cenário de profunda transformação estrutural. Mais do que uma data comemorativa, este momento exige uma reflexão profunda sobre o papel estratégico que o setor produtivo desempenha no progresso humano global. Historicamente, a indústria é o motor que transforma conhecimento científico em bem-estar social real. Da produção de medicamentos e alimentos em larga escala até o desenvolvimento de tecnologias limpas, o avanço industrial contínuo eleva a expectativa de vida, gera milhões de empregos qualificados e cria as soluções estruturais para os desafios mais urgentes da humanidade.
 
Olhando para o mapa global, vivemos a era da "neoindustrialização". O relatório World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que a produção industrial mantém uma rota firme de recuperação, impulsionada por países como os Estados Unidos, com estímulos bilionários a semicondutores e infraestrutura, e a China, líder em veículos elétricos. Paralelamente, blocos como a Europa aceleram exigências severas de descarbonização, redefinindo as relações comerciais e cadeias de suprimentos com mercados da América Latina e também da África.
 
O Brasil não está de fora dessa engrenagem. O país vem ganhando protagonismo internacional na chamada "indústria verde" e na transição energética global. Graças a uma matriz elétrica nacional majoritariamente renovável, nosso setor desponta na produção de biocombustíveis avançados, na oferta estratégica de metais raros essenciais para a alta tecnologia mundial, no aço verde (aço fabricado com energia limpa e hidrogênio renovável, eliminando combustíveis fósseis e reduzindo as emissões de carbono) e na forte atração de aportes privados para o hidrogênio de baixa emissão. Dados consolidados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) demonstram que, após fechar 2025 com uma alta de 1,4%, a projeção de crescimento do PIB industrial para 2026 foi revisada recentemente para cima, alcançando 1,6%, o que evidencia nossa capacidade de competir globalmente por meio da sustentabilidade ambiental e da eficiência tecnológica.
 
Contudo, para mantermos esse ritmo, precisamos superar antigos gargalos internos, como a enorme complexidade tributária e o elevado custo de capital. No Ciesp e na Fiesp, trabalhamos continuamente para que o ambiente de negócios ofereça as condições ideais para o investimento e a inovação tecnológica das empresas.
 
Apoiar a indústria é acelerar o desenvolvimento social amplo. Ao celebrarmos nossa data, reafirmamos o firme compromisso de liderar uma produção moderna, sustentável e humana, orgulhosos do papel que exercemos na construção de um Brasil muito melhor.
 
Francesconi Júnior é 1º Vice-presidente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e diretor da Fiesp