A chegada do álbum oficial da Copa do Mundo voltou a transformar bancas, lojas e pontos de troca em verdadeiros encontros entre apaixonados por futebol. Em Jundiaí, crianças, adolescentes e adultos têm compartilhado a mesma empolgação em torno da coleção que atravessa gerações e mantém viva uma das tradições mais populares do esporte.
A procura intensa pelos álbuns já pôde ser percebida logo nos primeiros dias de vendas. Segundo Vinicius Pacheco, dono da Panini do Maxi Shopping Jundiaí, o movimento superou até mesmo a edição anterior da Copa.
“Tivemos uma procura muito alta logo no início das vendas. Foi uma busca até maior do que na Copa passada”, afirma.
De acordo com ele, os modelos de capa dura e os pacotes de figurinhas lideraram as vendas nas primeiras semanas, impulsionando ainda mais o clima de “febre” entre os colecionadores.
Mesmo com a forte presença de adultos, Vinicius explica que o público infantojuvenil ainda representa a maior parte dos frequentadores dos pontos de troca.
“É muito comum vermos pais, mães e filhos trocando figurinhas juntos. Virou um ambiente bastante familiar”, comenta.
Segundo ele, o álbum segue funcionando como uma tradição passada entre gerações, além de representar um momento de convivência longe das telas e celulares.
“Os pais incentivam os filhos a colecionar como eles fizeram quando eram crianças. Isso cria novas experiências e amizades”, destaca.
Entre os frequentadores desses encontros estão o operador Douglas Ferreira, de 41 anos, e o sobrinho Matheus Ferreira, de 8. Os dois transformaram as trocas de figurinhas em um momento de convivência familiar.
“Tá sendo uma sensação muito legal poder acompanhar meu sobrinho, porque eu sempre colecionei quando era criança. Hoje estou podendo viver isso novamente com ele”, conta Douglas.
Segundo ele, acompanhar a alegria do garoto durante a abertura dos pacotinhos acaba sendo a melhor parte da experiência.
“Ele fica muito feliz quando encontra as figurinhas que gosta. Então eu sempre arrumo um tempo para vir trocar com ele”, afirma.
Palmeirense e apaixonado por futebol, Matheus garante que o momento favorito é justamente abrir os envelopes e descobrir os jogadores que vieram dentro.
“O que eu mais gosto é abrir os pacotinhos”, resume o garoto.
Entre as figurinhas mais comemoradas por ele está a do atacante Estevão, atualmente no Chelsea e considerado uma das principais promessas do futebol brasileiro.
Outro assunto que vem chamando atenção dos colecionadores neste ano são os álbuns especiais de capa prata e dourada, lançados em edição mais limitada.
Segundo Vinicius Pacheco, apesar da diferença visual, o conteúdo interno é exatamente o mesmo em todas as versões.
“O miolo é igual em todos os álbuns. O diferencial está na tiragem. Os modelos prata e ouro são mais exclusivos porque existem em menor quantidade”, explica.
Com nostalgia para os mais velhos e diversão para os mais novos, o álbum da Copa mostra mais uma vez que continua sendo muito mais do que uma coleção de figurinhas: virou tradição, memória afetiva e ponto de encontro entre gerações apaixonadas por futebol.
Douglas Ferreira, 41 anos, acompanha o sobrinho, Matheus, 8 anos, nas trocas de figurinhas