15 de maio de 2026
IRREGULARIDADES

Instituto de Previdência de Cajamar é alvo da PF

Por Alan Cavalieri |
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Federal / Divulgação
Policiais federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e na capital paulista

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (13), a operação Off-Balance, que investiga supostas irregularidades na aplicação de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município de Cajamar (SP), em investimentos de alto risco. A entidade é responsável pela previdência de servidores públicos efetivos.

De acordo com a PF, policiais federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Cajamar, Boituva e na capital paulista. A operação também inclui medidas cautelares de afastamento de função pública e indisponibilidade de bens, todas expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

As investigações tiveram início a partir de uma informação que apontava possíveis irregularidades na aplicação de aproximadamente R$ 107 milhões em quatro letras financeiras emitidas por dois bancos privados, um deles o Banco Master. O caso foi detalhado em nota de esclarecimento divulgada em 21 de novembro de 2025.

Na nota, o Instituto de Previdência dos Servidores de Cajamar (IPSSC) informou que, em relação às notícias sobre o Banco Master, o Banco Central decretou liquidação extrajudicial. Esclareceu ainda que todos os investimentos foram realizados com a observância de rigorosas cautelas legais e análises técnicas, em um momento em que a instituição era considerada sólida e segura pelos órgãos reguladores. A entidade ainda disse que “tranquiliza seus segurados, informando que a situação não afeta o pagamento das atuais aposentadorias e pensões, nem as futuras concessões de benefícios”. Finalizou afirmando que está adotando todas as providências jurídicas e administrativas cabíveis para preservar o capital investido e defender os interesses de seus segurados.

O JJ procurou o Instituto de Previdência dos Servidores de Cajamar (IPSSC) para se posicionar sobre a operação desta quarta-feira (13), mas não obteve retorno até o momento.

A Polícia Federal informou que as apurações seguem em andamento para esclarecer a eventual responsabilidade dos envolvidos e o impacto das operações financeiras realizadas no fundo previdenciário municipal.

Em nota, a Prefeitura de Cajamar esclareceu que e "o Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC) possui personalidade jurídica própria, sendo uma autarquia municipal com autonomia administrativa, financeira e patrimonial, responsável pela gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos municipais. Os investimentos financeiros realizados pelo Instituto seguem regras específicas da legislação aplicável aos regimes próprios de previdência, bem como a Política Anual de Investimentos e as normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), não cabendo à Prefeitura de Cajamar participação direta, autorização ou execução das aplicações financeiras realizadas pela autarquia".

A prefeitura ressaltou ainda que "as aplicações realizadas ocorreram, à época, dentro das normas e parâmetros legais vigentes, considerando que a instituição financeira mencionada possuía autorização de funcionamento pelo Banco Central do Brasil e atendia aos critérios técnicos exigidos para este tipo de operação. Até o presente momento, não há confirmação de prejuízo efetivo aos pagamentos de aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais, que seguem garantidos normalmente", finalizou.