04 de maio de 2026
SERVIDORES

Greve em Louveira chega à Alesp

Por Alan Cavalieri |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / Assembléia Legislativa de São Paulo
Audiência pública em apoio à greve dos servidores de Louveira ocorreu na última quarta-feira (29)

Servidores municipais de Louveira, em greve desde 23 de abril, levaram à Assembleia Legislativa denúncias e demandas contra a gestão local, incluindo melhores condições de trabalho, contratação de serviços terceirizados e reajuste salarial. A mobilização foi tema de audiência pública convocada pelo deputado Carlos Giannazi (Psol) na última quarta-feira (29), onde representantes do sindicato questionaram a falta de reajuste salarial pelo segundo ano seguido, com proposta apenas de aumento no vale-alimentação, sem incluir aposentados.

Entre os principais pontos, os servidores criticaram a elevação da alíquota previdenciária para 16% e contratações de serviços consideradas ilegais no período de greve, além de reivindicarem a aplicação da lei que prevê o enquadramento de monitoras de creche como profissionais do magistério, e da lei que determina a presença de psicólogos e assistentes sociais na rede de ensino.

Durante a assembléia, foram relatadas demandas no setor de educação municipal e alerta para terceirizações dos centros de ensino. O sindicato destacou, ainda, a contratação emergencial de uma organização social por R$ 45 mil diários para a substituição de grevistas, medida que, segundo os representantes, pode configurar prática ilegal e ferir o direito constitucional de greve.

Como encaminhamento da sessão, o deputado Carlos Giannazi informou que protocolará um dossiê junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público. O documento solicitará a investigação da política salarial, dos contratos emergenciais e da legalidade da reforma previdenciária local.

Em nota ao JJ na semana passada, a Prefeitura de Louveira afirmou que mantém diálogo com os servidores, mas disse que a situação financeira do município, com dívida superior a R$ 233 milhões, limita a concessão de reajustes salariais. A gestão defende que a única proposta viável foi o aumento de 14,5% no vale-alimentação e alega que novos aumentos poderiam comprometer serviços essenciais. Enquanto isso, informa que monitora a greve para reduzir impactos à população.

O JJ pediu atualização à Prefeitura sobre o caso, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.