O presidente do Republicanos de Jundiaí, Fernando de Souza, defende que temas como saúde, segurança pública e meio ambiente não podem ser tratados de forma isolada pelos municípios. “Não dá para discutir algumas coisas apenas em âmbito municipal”, afirmou. A análise foi feita durante participação do dirigente no programa Bastidores da Política, da Rádio Difusora 810 AM, conduzido pelo jornalista Itamar Gonçalves. Segundo ele, os principais desafios enfrentados pelas cidades exigem planejamento e articulação em nível regional.
Na área da saúde, Fernando destaca que o orçamento municipal muitas vezes é insuficiente para atender demandas mais complexas. “O recurso de Jundiaí não é o suficiente para o hospital, então precisa de recurso de fora”, disse. Para ele, a solução passa pela atuação conjunta dos municípios juntamente com o trabalho desenvolvido por deputados estaduais e federais e por isso há a necessidade escolher representantes que conheçam e atuem na região
Um exemplo citado é o do ex-deputado federal Miguel Haddad, mencionado por sua atuação em Brasília para garantir a continuidade de serviços essenciais. “Se não tivéssemos um deputado federal ativo, o Grendacc ia fechar. A atuação dele junto ao presidente Michel Temer, à época, foi fundamental e garantimos o credenciamento necessário”, afirmou. O dirigente também destacou a importância do diálogo com lideranças nacionais, como Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos e que já destinou R$ 300 mil em emendas para a cidade. “Quem foi votado deve vir aqui, saber o que precisa e representar a cidade”, pontuou.
O dirigente também chama atenção para problemas que ultrapassam fronteiras municipais. “Não adianta ter câmeras de segurança em nossa cidade e na cidade vizinha não. Não adianta resolver os problemas do rio Jundiaí aqui e deixar ele alagar municípios vizinhos”, disse, ao defender ações coordenadas entre cidades da região em áreas como segurança e meio ambiente.
Fernando também alertou para os cuidados com o voto, chamado de ideológico. “Em 2018, a Janaína Pascoal teve 32 mil votos aqui. O Gustavo Martinelli, candidato a deputado estadual, fez 34 mil e não entrou por cerca de seis mil votos. Eu tenho admiração pelo trabalho dela como jurista, mas para e Região não fazia sentido e a eleita acabou sendo ela”, lamentou.
Por fim, o dirigente defendeu mais qualificação e articulação dos candidatos e relembrou seu histórico de atuação na Vila Hortolândia, bairro em que nasceu e foi criado, como presidente do PSDB local e como gestor municipal.