Com a busca por qualidade de vida em alta, as atividades físicas ao ar livre vêm ganhando cada vez mais espaço em Jundiaí. Em parques e áreas abertas da cidade, grupos se reúnem para treinar longe do ambiente fechado das academias, apostando em uma prática que une saúde física, bem-estar mental e contato com a natureza.
Um dos profissionais que apostaram nesse formato é o educador físico Gabriel Resaghi, de 26 anos, que conduz aulas de treino funcional em espaços públicos, como o Parque da Cidade. A proposta surgiu em um momento específico: o período pós-pandemia, quando muitas pessoas buscavam retomar hábitos saudáveis.
“A ideia surgiu logo após a pandemia, quando todos passaram muito tempo dentro de casa. Pensei em usar os treinos ao ar livre como forma de motivar as pessoas a saírem novamente e aproveitarem melhor os espaços”, explica o professor.
O treino funcional é a base das atividades desenvolvidas por Gabriel. Diferente de métodos tradicionais, a modalidade trabalha movimentos naturais do corpo, aqueles que fazem parte do dia a dia, como agachar, correr, pular ou subir degraus.
“O funcional é caracterizado por exercícios que usamos no dia a dia, utilizando o peso do próprio corpo. Isso torna o treino mais dinâmico e aplicável à rotina das pessoas”, destaca.
Além da praticidade, o método também chama atenção pelos resultados. Segundo o professor, esse tipo de treino ativa o chamado efeito EPOC, processo em que o corpo continua gastando energia mesmo após o término da atividade, favorecendo o emagrecimento.
Outro ponto importante está relacionado à saúde mental. A prática regular de exercícios ao ar livre contribui para a redução de hormônios ligados ao estresse, como o cortisol e a adrenalina, promovendo sensação de bem-estar.
De acordo com especialistas da área da saúde, atividades físicas realizadas em ambientes abertos tendem a potencializar esses benefícios. O contato com a natureza, aliado ao exercício, pode ajudar na redução da ansiedade, melhora do humor e aumento da disposição no dia a dia.
Um dos diferenciais das aulas ao ar livre é a acessibilidade. Diferente de outras modalidades, o treino funcional permite adaptações para diferentes níveis de condicionamento físico, o que facilita a participação de iniciantes.
“O mais interessante é que todos conseguem acompanhar, porque existem vários tipos de exercícios para o mesmo objetivo. A gente adapta conforme o nível de cada pessoa”, afirma Gabriel.
Essa flexibilidade permite que alunos iniciantes, intermediários e avançados treinem juntos, cada um respeitando seus limites. O resultado é um ambiente coletivo, motivador e inclusivo.
Durante as aulas, os exercícios são variados e envolvem principalmente o peso do próprio corpo. Movimentos como flexões, agachamentos, saltos e corridas fazem parte da rotina, criando treinos dinâmicos e completos.
Outro fator que chama atenção é a simplicidade. Não há necessidade de equipamentos sofisticados ou espaços fechados, o que torna a prática mais acessível e fácil de incorporar à rotina.
“O treino não depende de equipamentos. Dá pra fazer tudo com o peso do corpo, o que facilita muito. E claro, sempre com uma boa música para dar aquela animada”, comenta o professor.
Mais do que uma tendência, o crescimento das atividades ao ar livre reflete uma mudança de comportamento. Cada vez mais, pessoas buscam alternativas que aliem saúde, praticidade e qualidade de vida.
Em Jundiaí, esse movimento já é realidade. Entre árvores, trilhas e espaços abertos, o treino funcional se consolida como uma opção para quem quer cuidar do corpo e da mente de forma integrada.