05 de abril de 2026
ESTATÍSTICAS

Apesar da vacinação em baixa, Jundiaí não tem casos de sarampo

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
O Estado voltou a ter caso de sarampo, mas Jundiaí segue sem registros

A cobertura vacinal contra o sarampo em Jundiaí está abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, mas o município segue sem registrar casos da doença desde 2019. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, a cobertura da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é de 85,51% na primeira dose e 92,40% na segunda dose. Os índices estão abaixo dos 95% recomendados para garantir proteção coletiva, porém, mesmo assim, a cidade não apresenta novos registros da doença há seis anos.

Jundiaí vai na contramão do momento de alerta vivido no país. O Brasil enfrenta preocupação crescente com o sarampo devido ao aumento de casos nas Américas, que já somam mais de 7 mil em 2026 até o mês de março. Recentemente foi confirmado um caso no estado de São Paulo, de um bebê de seis meses vindo da Bolívia. A situação levou o Ministério da Saúde a reforçar a importância da vacinação, especialmente para viajantes e regiões de fronteira. Apesar disso, o país ainda mantém o certificado de eliminação do sarampo, reconquistado em 2024, já que não há transmissão sustentada interna.

Estratégias

Para manter esse controle, a Prefeitura reforça estratégias de prevenção. O imunizante é oferecido em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Clínicas da Família, seguindo o calendário do Programa Nacional de Imunizações. As doses estão disponíveis conforme o horário de funcionamento das salas de vacinação, que pode ser consultada no site da Prefeitura, e a administração municipal realiza campanhas contínuas de conscientização sobre a importância da imunização para evitar o retorno de doenças imunopreveníveis.

O pediatra Saulo Duarte, da Faculdade de Medicina de Jundiaí, alerta para os riscos da doença e a importância de reconhecer os sintomas precocemente. “O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, já que um único caso pode contaminar cerca de 14 pessoas. Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite, seguidos por manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo”, explica. Segundo ele, a transmissão ocorre de seis dias antes até quatro dias após o surgimento das manchas, o que aumenta o risco de disseminação.

O médico reforça que, ao identificar sinais da doença, é fundamental procurar atendimento imediato. “O sarampo é de notificação compulsória, então os serviços de saúde precisam ser acionados rapidamente”, destaca. “O manejo é de suporte clínico, com hidratação, controle da febre e monitoramento de possíveis complicações, como pneumonia e encefalite. A maioria dos pacientes evolui para cura, mas a doença pode ser grave, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas imunossuprimidas.”

A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. “A vacina tríplice viral é segura e altamente eficaz. São recomendadas duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e uma dose para adultos de 30 a 59 anos sem comprovação vacinal”, afirma.