13 de março de 2026
OPINIÃO

Estudar faz bem para a cabeça


| Tempo de leitura: 3 min

Costumo dizer que um dia em que se não aprende nada de novo é um dia perdido. Todos os dias são apropriados para adquirir um conhecimento de que ainda não se dispunha. Isso vale para todas as idades. E para qualquer pessoa.

Quem termina um curso e se considera satisfeito está perdendo a oportunidade de se atualizar e de se aprimorar. Por isso, é continuar sempre. E não se diga que é difícil enfrentar a concorrência, o tempo necessário, a paciência, o sacrifício, etc. Tudo é motivo para escusas injustificáveis.

Veja-se como somos pródigos em críticas. Estamos sempre falando mal de alguém ou de alguma coisa. Mas o que fazemos para melhorar tantas situações com as quais nós poderíamos contribuir?

Em relação à política local. Sempre temos uma opinião de que a condução da coisa pública poderia ser diferente e melhor. Mas o que fazemos para que ela melhore?

Há inúmeros cursos gratuitos e disponíveis para quem queira participar efetivamente da vida da sua cidade. São modalidades online que oferecem capacitação para todos os interessados. Não precisa ser gestor público, nem exercer liderança. Basta o status civitatis, a cidadania, que é o título mais importante. O cidadão tem o direito-dever de participar da vida pública, de ajudar a gerir sua cidade.

Há, por exemplo, o Programa de Capacitação e Estudos Urbanos e Regionais para a Sustentabilidade – CEURS-SP, em parceria do Instituto de Estudos Avançados da USP com a Universidade Federal de Santa Catarina UFSC. O primeiro curso é “Jornada do Conhecimento: Municipalização do Desenvolvimento Sustentável”.

O objetivo é propiciar aos participantes acesso a casos e práticas em soluções sustentáveis aplicáveis a seus municípios. Além dessa modalidade, há outras oito atividades, totalmente on-line e gratuitas, assíncronas e de curta duração. Todas têm foco em temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável.

Os temas e cargas horárias são: Municipalização da Agenda 2030 (10h), Ambientes de Inovação (5h), Resíduos Sólidos (5h), Economia Circular (5h), Infraestrutura Verde e Soluções Baseadas na Natureza (5h), Qualidade de Vida, Esporte e Lazer (5h), Saneamento Básico (5h), Saúde da Mulher (5h) e Turismo Sustentável (5h).

Todos eles conferem certificação pela USP, o que é algo importante. Quantas pessoas não quiseram estudar na USP e não tiveram oportunidade na faixa etária apropriada. Agora podem conseguir esse distintivo importante, pois é a integração à mais importante Instituição de Ensino da América Latina.

As vantagens não terminam aí. O curso é online e autoinstrucional, o que permite aos participantes organizarem seus próprios horários e concluírem as atividades no ritmo que desejarem, adaptando as suas agendas às necessidades do aprendizado.

Essa não é a única oportunidade aberta para quem quer aprender mais. Muitas outras Universidades oferecem cursos gratuitos e à distância para que não se interrompa o processo que deve durar uma vida inteira. Além dos ganhos intelectuais, estudar faz bem para a saúde física e mental. Muitas das anomalias psicológicas que hoje atormentam as pessoas derivam de falta do que fazer, de depressão, estresse, abatimento, desânimo, desalento.

Já quem descobre novos horizontes está sempre animado para desvendar os mistérios da natureza e também os da alma. Vamos estudar: faz bem para o corpo e, principalmente, para a cabeça.

*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-graduação da UNINOVE e Secretário-Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo