25 de fevereiro de 2026
BASTIDORES

Partidos de direita jundiaienses apoiam a reeleição de Tarcísio

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/Marco Galvão - Alesp
Possível candidatura de Tarcísio à reeleição é preferência, mas não unanimidade

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sinalizou que não deve disputar a Presidência da República em 2026 e que apoiará a candidatura de Flávio Bolsonaro. Com isso, a tendência é que o chefe do Executivo estadual busque a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Em Jundiaí, a possível candidatura divide opiniões entre partidos políticos, com apoio majoritário entre siglas de direita e críticas vindas do campo da esquerda.

O presidente do Republicanos em Jundiaí, Fernando de Souza, afirmou que o governador teria condições de disputar cargos mais altos, mas defendeu a continuidade do atual projeto no Estado, pela capacidade de entrega e desenvolvimento de um plano de longo prazo. “Tem o nosso apoio exatamente pela assertividade com que ele vem conduzindo o Estado de São Paulo. Obras de mobilidade, atenção à saúde pública paulista e uma grande capacidade de condução do orçamento mostram que é um gestor preparado e que pode fazer ainda mais pelo nosso Estado, permanecendo por mais quatro anos”, disse.

Posição semelhante foi adotada pelo Novo. Para o coordenador regional do partido, Antonio Carlos Albino, apesar dos desafios, a gestão merece continuidade. “Reconhecemos que ainda há pontos a melhorar, como em qualquer governo, mas acreditamos que a continuidade é importante para consolidar avanços e implementar melhorias que a população espera”, afirmou.

No PSD, o presidente municipal Ricardo Benassi também declarou apoio à reeleição a quem ele considera o melhor nome para São Paulo. “Tarcísio administra bem o estado mais rico do Brasil, responsável por cerca de 30% a 33% do PIB nacional. A gestão é bem avaliada pela maioria do eleitorado, com destaque em infraestrutura, economia e investimentos”, avaliou.

O presidente do PL em Jundiaí, Adilson Rosa, declarou apoio direto ao governador. “O Tarcísio é um excelente gestor e precisa ser reconduzido ao cargo para São Paulo melhorar”, afirmou.

Já no PSDB, o apoio ainda não é oficial. O presidente local, Ilcemar Fonseca, afirmou que, pessoalmente, é favorável à reeleição, mas destacou que a decisão partidária dependerá do diretório estadual. “O trabalho é bem feito e segue um caminho de crescimento, mas o partido ainda não definiu se haverá apoio formal”, disse.

Esquerda

No campo da esquerda, as avaliações são críticas. A presidente do PT, Rosaura Almeida, afirmou que o partido trabalha para derrotar o atual governador. “Não apoio de jeito nenhum. Ele está destruindo o patrimônio público de São Paulo”, disse, citando a privatização da Sabesp e problemas nas áreas de educação e serviços públicos. Segundo ela, o partido deve apoiar um nome do campo democrático-popular, com Fernando Haddad e Simone Tebet entre as possibilidades.

A presidente do PSOL Jundiaí, Cíntia Vanessa, também rejeitou a reeleição. “O projeto do Tarcísio não serve ao povo trabalhador. É um governo de privatizações, cortes em políticas sociais e ataques à educação, à saúde e aos servidores, além de uma lógica autoritária que aprofunda desigualdades”, afirmou. Ela destacou críticas à forma de implementação da escola integral e informou que o partido ainda não definiu se terá candidatura própria ou apoiará outro nome da esquerda.

Na Rede Sustentabilidade, a posição também é contrária. O porta-voz do partido em Jundiaí, Felipe Pinheiro, afirmou que o governo estadual agravou problemas em serviços públicos. “Houve piora nos trens e metrôs, aumento da conta de água após a privatização da Sabesp e aprofundamento de um modelo falido de militarização das escolas públicas”, disse. Segundo ele, o apoio do partido está indefinido, mas aponta uma preferência a nomes como Simone Tebet ou Márcio França.