15 de fevereiro de 2026
OPINIÃO

Qual o futuro dos países e suas economias?


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Decorridos oitenta anos após a segunda grande guerra mundial, a impressão que se tem é a de que o mundo está entediado com a paz e desejando a guerra.

Assim, a Rússia invadiu e continua atacando militarmente a Ucrânia e, para o fim da guerra, a Ucrânia terá que ceder cerca de 20 % do seu território (rico em recursos naturais) à Rússia.

Os Estados Unidos sequestrou Nicolás Maduro, da Venezuela e, em velocidade, vai assumindo o domínio sobre o petróleo do país, detentor da maior reserva mundial, de 380 bilhões de barris.

Ainda em curso, o presidente Americano, Donald Trump, envia ações sobre a Groelândia, pertencente à Dinamarca, com o olhar voltado para o Ártico, com as suas riquezas naturais e sua posição geográfica estratégica para a segurança americana. Há uma forte reação da Europa, como se não fossem parceiros na OTAN – Organização  do Tratado do Atlântico Norte.

Unilateralmente, Donald Trump impõe tarifas às exportações da China, Índia, Japão, Canadá, Europa, América Latina e Oriente Médio, destinadas aos Estados Unidos, os quais sofreram a imposição de tarifas, criando um ambiente tenso e instável para o comércio mundial.

No Oriente Médio, permanece ainda a instabilidade em toda a região, desde Israel, à Palestina, com a Faixa de Gaza,  a Cisjordânia, ainda sob a predominância do inimigo Hamas; O Líbano, totalmente instável, com supremacia da liderança do Hezbollah e, no Irã, a revolta popular contra o regime e a contraofensiva do poder que oprime os manifestantes, deixando milhares de mortos e feridos.

Esse é um cenário, apenas parcial, da violência, da opressão dos mais fortes sobre os mais fracos, com objetivos de destruição, poder e obtenção de riquezas.

A xenofobia aos imigrantes nos Estados Unidos e parte da Europa, com forte intensidade de deportações, ultrapassa os limites do respeito à dignidade e a vida do ser humano.

As organizações criadas próximas aos anos 1950 sofrem pressões por suas descontinuidades, como a OMS – Organização Mundial da Saúde; a OMC – Organização Mundial do Comércio e, até a ONU – Organização das Nações Unidas.

No Brasil, mesmo com todas as medidas de amparo social às famílias de baixa renda, cresce o contingente populacional de pobres e aumenta a riqueza de poucos, concentrando acentuadamente a renda nacional. É responsável por esse desvio enviesado da renda, a política fiscal do governo, com elevados déficits primários no Orçamento Público, que somam a União, Estados e Municípios e aumento da dívida interna, que já chega a 80% do PIB – Produto Interno Bruto, o que dificulta a redução dos juros básicos da economia, a Selic de 15 % ao ano.

Essa realidade cria distorções em nossa economia, inibindo os investimentos empresariais, que modernizam as empresas e possibilitam aumentos da produtividade e, ao contrário, estimulam as aplicações financeiras com ganhos de juros reais (já descontadas a inflação), de 10 % ao ano.

Como é possível observar, os dirigentes mundiais agem com uma perspectiva de curto prazo e com a manutenção do poder. Para eles, o longo prazo a Deus pertence.
Parafraseando o Lord John Maynard Keynes: “No longo prazo, todos estaremos mortos”. É o que pensam muitos poderosos do mundo.

Messias Mercadante de Castro é professor de economia do Unianchieta, membro do Conselho de Administração da DAE S/A e Consultor de Empresas.