A presença de nomes ligados a diferentes denominações religiosas deve marcar mais uma vez o cenário eleitoral deste ano e, em Jundiaí, as igrejas vão direcionando o apoio conforme o avanço dos dias e a proximidade das eleições. A reportagem do Jornal de Jundiaí apurou alguns nomes que emergem do cenário cristão e deverão estar nas urnas em outubro, para os cargos de deputado estadual e federal.
No campo evangélico, a Assembleia de Deus no Estado de São Paulo já definiu seus candidatos oficiais. O deputado federal Paulo Freire Costa, de Campinas, e a deputada estadual Marta Costa, da capital paulista, concorrem à reeleição.
Já a Igreja do Evangelho Quadrangular também contará com representantes nas urnas. Para deputado federal, o nome indicado é o do pastor Jefferson Campos, de Sorocaba, que busca a reeleição após cinco mandatos consecutivos como deputado federal. Para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a denominação apoia a pré-candidata Suelei Gonçalves, também de Sorocaba, descrita por lideranças religiosas como uma mulher com forte atuação na vida pública e comunitária.
O Jornal de Jundiaí procurou o Conselho de Pastores de Jundiaí (Conpas) para compreender melhor o perfil dos candidatos apoiados por igrejas evangélicas no município e na região, mas não obteve retorno. Em entrevista concedida anteriormente à reportagem, o então 2º tesoureiro do Conpas, pastor Dirlei Gonçalves, destacou que as indicações não representam imposições aos fiéis.
“É importante que cada igreja indique pessoas com trajetória de serviço, com compromisso real com o próximo. A nossa angústia é ver quem mais precisa ser atendido. Mas é importante dizer que as escolhas são democráticas e não há uma imposição. Cada um vota em quem quiser”, afirmou.
Igreja Católica
No âmbito da Igreja Católica, o nome do padre Silvio Andrei chegou a ser citado como possível candidato. Em nota oficial, a Diocese de Jundiaí, por meio do Setor de Comunicação, esclareceu sua posição institucional. Segundo o comunicado, a Igreja reconhece a política como um espaço legítimo de promoção do bem comum, da justiça social e da dignidade humana, incentivando especialmente a participação de leigos e leigas na vida pública como parte da missão cristã.
Ao mesmo tempo, a Diocese ressaltou que há uma orientação clara e constante de que ministros ordenados, como bispos, padres e diáconos, não devem assumir cargos políticos ou se envolver em disputas partidárias, conforme determina o Código de Direito Canônico.
A nota enfatiza que essa norma não significa afastamento da realidade social, mas a preservação da missão própria do ministério ordenado. “O padre é chamado a ser sinal de unidade, pai e pastor de todos, e não representante de um projeto político específico”.