17 de março de 2026
MOVIMENTAÇÃO

Trocas de partido e de presidentes marcam o cenário político

Por Felipe Torezim |
| Tempo de leitura: 2 min
DIVULGAÇÃO
Tabuleiro político tem movimentação constante de peças e busca por resultados positivos nas eleições

Nos últimos meses, Jundiaí tem vivenciado um cenário de transformações políticas que envolve tanto a migração de líderes tradicionais para novos partidos quanto a renovação nas presidências das siglas locais. As mudanças estão agitando os bastidores da política municipal, já que nomes de peso buscam novas trajetórias alinhadas aos próprios ideais e às diretrizes partidárias, tanto no contexto local quanto nacional – especialmente em um momento de preparação para as eleições de 2026.

Entre as novidades mais recentes está a mudança na presidência do Partido Progressista (PP): sai Edilson Chrispim e entra Jeferson Coimbra. “Seguimos juntos e cada vez mais próximos da população, ouvindo suas demandas, buscando o diálogo permanente e trabalhando diariamente por uma vida melhor”, declarou o novo presidente. O partido, aliás, se uniu ao União Brasil nesta semana, formando uma superfederação com atuação em todo o país.

O Partido dos Trabalhadores (PT) também terá nova liderança em breve. Após o Processo de Eleição Direta (PED), Rosaura Almeida foi eleita presidenta da sigla e assume o posto em setembro. Atualmente, o cargo é ocupado por Ederson Felipe, conhecido como Felipão.

Além das trocas nas presidências partidárias, a cidade também acompanha mudanças de filiação. Recentemente, o vice-prefeito Ricardo Benassi deixou o partido Novo, migrou para o PSD e assumiu a presidência regional da legenda. Já o ex-presidente da Câmara, Antonio Carlos Albino, saiu do PL e é o novo nome forte do Novo, partido no qual agora ocupa a Coordenação Regional. “O partido comunga das mesmas ideias que eu: é de direita, conservador nos costumes, liberal na economia, a favor da liberdade de expressão e contra a censura imposta no Brasil”, comentou Albino à época. Ambos miram a disputa pelas eleições de 2026 como candidatos a deputado federal.

Para o cientista social Samuel Vidili, “a mudança de presidentes de partidos não tem tanta interferência no dia a dia da sigla. Já a migração de lideranças para outros partidos é uma estratégia para consolidar apoios e buscar facilitar uma vitória nas eleições, contando com o quociente eleitoral”, explica. “Os eleitores não costumam olhar muito para os partidos, a não ser quando a disputa está polarizada entre PT e/ou PL”, completa.