16 de março de 2026
DE ROUPAS A CELULAR

Comércio de bens deve movimentar R$ 3 bilhões neste ano na região

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / Prefeitura de Jundiaí
Em Jundiaí e na RMJ, ao passo que as classes A, B e C têm alta de consumo projetada para este ano, os mais pobres, das classes D e E, terão retração

Neste ano, o varejo da Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) deve movimentar R$ 3 bilhões. A projeção, feita pela IPC Maps, pesquisa de potencial de consumo brasileiro, mostra ainda que as vendas devem aumentar neste ano em relação a 2024 entre as classes A (7,9%), B (20,1%) e C (14,7%), mas recuar entre D e E (-0,9%) na região. Ou seja, pessoas com poder aquisitivo menor terão retração de consumo neste ano. Quando analisado apenas o município de Jundiaí, a alta no ano será de 21,4% em relação ao ano passado, mas a queda de consumo entre os mais pobres fica mais acentuada (-6%), enquanto as classes A (3,7%), B (31,6%) e C (22,4%) terão elevação.

Ainda segundo a pesquisa, entre os gastos com bens, o vestuário confeccionado é o maior na região para as classes A, B e C, mas a classe D/E, assim como no ano passado, deve gastar mais com eletroeletrônicos do que com roupas. Para todas as classes de consumo, a categoria que terá menos vendas será a de joias, bijuterias e armarinhos.

Entre os estratos de consumo, o gasto da classe A com o varejo deve ser de R$ 383 milhões na região neste ano. A classe B deve gastar R$ 1,3 bilhão; a classe C, R$ 1,13 bilhão; e R$ 190 milhões entre a classe D/E. Na cidade de Jundiaí, especificamente, o varejo movimentará R$ 1,8 bilhões neste ano, sendo R$ 262 milhões entre a classe A, R$ 864 milhões entre a B, R$ 589 milhões entre a C e R$ 93 milhões entre as classes D/E.

Nacional

Segundo dados do IPC Maps, as despesas das famílias brasileiras no setor de varejo deverão atingir cerca de R$ 532,1 bilhões ao longo deste ano, o que representa um acréscimo de 11,3% em comparação ao ano passado. Nesse contexto, só a categoria de vestuário confeccionado responderá por R$ 182,7 bilhões. Além roupas, nos cálculos acima, também, são levadas em conta os desembolsos com artigos de limpeza, mobiliários e artigos do lar, eletroeletrônicos, calçados, joias, bijuterias e armarinhos.

Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo responderá por quase R$ 139 bilhões dos gastos com varejo; seguido por Minas Gerais com R$ 55,6 bilhões; Rio de Janeiro e seus R$ 38 bilhões; e Rio Grande do Sul, na quarta posição, totalizando R$ 36 bilhões dos gastos.

Já na contramão desse consumo, está a queda na quantidade de comércios varejistas, puxada pelos Microempreendedores Individuais (MEIs). Na contramão, tanto a RMJ quanto a cidade de Jundiaí tiveram aumento no número de negócios atuando no varejo e também nas vendas por atacado.

IPC Maps

Publicado anualmente pela IPC Marketing Editora, empresa que utiliza metodologias exclusivas para cálculos de potencial de consumo nacional, o IPC Maps destaca-se como o único estudo que apresenta em números absolutos o detalhamento do potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios do país, com base em dados oficiais, através de versões em softwares de geoprocessamento. Este trabalho traz múltiplos indicativos dos 22 itens da economia, por classes sociais, focados em cada cidade, sua população, áreas urbana e rural, setores de produção e serviços etc., possibilitando inúmeros comparativos entre os municípios, seu entorno, Estado, regiões e áreas metropolitanas, inclusive em relação a períodos anteriores. Além disso, apresenta um detalhamento de setores específicos a partir de diferentes categorias.