Uma idosa de 76 anos foi resgatada por guardas municipais e Bombeiros, em seu apartamento, no Jardim Novo Horizonte, em Jundiaí, na tarde desta segunda-feira (29). A suspeita é de que ela esteja sofrendo maus-tratos e tenha sido abandonada pela família, sobretudo pelos dois filhos - um dependente químico e o outro esquizofrênico. Segundo os bombeiros, ela foi encontrada com bastante fome e tinha dificuldades em falar, o que, por precaução, motivou encaminhá-la ao hospital. O caso foi registrado no Plantão Policial, pelo delegado Rodrigo Carvalhaes, como maus-tratos.
A GM foi acionada para atender solicitação de um morador de um condomínio, onde uma mulher idosa possivelmente havia sido trancada pelo seu filho dentro do próprio apartamento. No local, os guardas fizeram contato com uma testemunha, que relatou que a vítima tem dois filhos, ambos doentes - um dependente químico que já saiu de casa há alguns dias e não retornou mais, e um esquizofrênico, que mora com ela.
Esse segundo filho, de acordo com a testemunha, saiu de casa nesta segunda-feira, pela manhã, e não retornou, sendo que já era perto das 16 horas quando a vítima começou a pedir ajuda pela janela e a bater na porta do apartamento tentando pedir socorro a quem passasse pelo seu andar de moradia.
A testemunha, revoltada porque a vítima havia sido abandonada, mesmo sem capacidade de se comunicar, e de ter dificuldade de se locomover - após sofrer mais de cinco AVCs (Acidente Vascular Cerebral) -, acionou a GM. A Guarda, por sua vez, pediu auxílio do Corpo de Bombeiros, uma vez que com a porta trancada só seria possível entrar pela janela, com o uso de uma escada.
Nesta hora, de acordo com os bombeiros, ela foi encontrada debilitada, alegando estar com fome. Foi fornecido banana e café à vítima, que os ingeriu de imediato.
Os moradores fizeram um 'rateio' e arrecadaram o dinheiro para a contratação de um chaveiro, que compareceu ao local e abriu a porta, para resgate da idosa, que foi levada para o Hospital São Vicente, onde ela ficou em observação para internação social.
O caso, registrado no Plantão Policial pelo delegado Rodrigo Carvalhaes, como maus-tratos, será investigado pela Polícia Civil.