11 de julho de 2026
LITERATURA

Lançamentos: Jogo fatal, Jarro de Pandora, Arte da fuga, A mulher ruiva e Poliana

Por Mariana Checoni | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 9 min
Divulgação
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Toda semana, o Jornal de Jundiaí divulga Lançamentos Literários. Confira:

 

Jogo Fatal, de Holly Jackson

Tradução: Karoline Melo
Páginas: 128
Editora: Intrínseca
Livro impresso: R$ 34,90
E-book: R$ 22,90 

Sinopse: Best-seller do New York Times, a trilogia Manual de assassinato para boas garotas, de Holly Jackson, conquistou os fãs de thrillers e tornou-se um fenômeno de vendas no mundo inteiro. Prestes a ser adaptado para uma série de seis episódios pela Moonage Pictures (mesma produtora de Peaky Blinders), o universo cheio de mistérios e assassinatos de Pip acaba de ganhar seu quarto livro. Jogo fatal chega ao Brasil em junho pela Intrínseca, com uma história inédita que antecede os eventos de Manual de assassinato para boas garotas.

Na trama, Pip acaba de ser convidada para um evento com todo o seu grupo de amigos. Porém, a festa nada convencional envolve um jogo de investigação em que todos precisam se vestir com roupas dos anos 1920 e fingir que estão em uma ilha particular onde um milionário foi assassinado. O personagem de cada um deles é peça importante da trama, mas o que Pip queria mesmo era ficar em casa e decidir o tema do seu projeto de conclusão do Ensino Médio.

Porém, basta o jogo começar para que Pip se entregue a um mundo imaginário cheio de intrigas, segredos e sangue. Conforme analisa as pistas e elimina os suspeitos, ela descobre um lado de si mesma que não conhecia antes. E o crime fictício não é o único em sua mente… afinal, sua cidade foi marcada pelo susposto assassinato de Andie Bell, a garota mais popular do colégio, por seu namorado, Sal Singh, cinco anos antes. 

Neste prelúdio da série best-seller Manual de assassinato para boas garotas, Holly Jackson mostra como uma brincadeira inocente deu início à carreira de Pip como detetive amadora. Um verdadeiro presente para os fãs, a trama acompanha a vida dos personagens antes de tudo mudar para sempre, além de conter pistas que não passarão despercebidas pelos aficionados por thrillers, investigação e true crime.

Junto a este lançamento, chega às lojas o box contendo a série completa. Os quatro livros também podem ser adquiridos separadamente.

 

O Jarro de Pandora, de Natalie Haynes

Autora: Natalie Haynes
Editora: Cultrix
Páginas: 352
Preço: R$ 72
Disponível para venda em: https://www.grupopensamento.com.br/produto/o-jarro-de-pandora-9104

Sinopse: E se você soubesse que Pandora não tinha uma caixa e nunca foi vilã? E que Helena de Troia não foi somente uma adúltera e Medusa nem sempre foi um monstro?  Todas essas figuras, assim como muitas outras, foram marginalizadas ao longo dos tempos, por contadores de história – historicamente homens. O resultado é que olhamos para elas hoje pela lente dos filmes hollywoodianos e versões audiovisuais recentes, sem entendermos a importância que tiveram no processo de desenvolvimento dos mitos femininos e seus arquétipos. Natalie Haynes, escritora classicista e especialista no tema, vira esta mesa em O Jarro de Pandora – Uma Visão Revolucionária e Igualitária sobre a Representação das Mulheres na Mitologia Grega, lançamento da Editora Cultrix, e devolve a essas figuras seu lugar de protagonistas.

Neste livro, que alcançou recentemente o segundo lugar na lista de best-sellers do New York Times em sua lista de não-ficção, Haynes refaz, com sua perspicácia e humor característicos, o percurso de 10 mulheres e revoluciona a compreensão sobre poemas épicos, histórias e peças de teatro e traça as verdadeiras origens das principais personagens femininas da mitologia grega, entre elas, Pandora, Medusa, Medeia, Penélope, Helena e Jocasta. 

A autora foi considerada pelo Washington Post como uma estrela pop dos estudos e mitologia atuais, e já foi elogiada por grandes escritores como Neil Gaiman, Madaline Miller e Margareth Atwood. Além de estudar os mitos desde a faculdade, Haynes faz apresentações de comédia stand-up, é radialista e, segundo ela, foi num programa de rádio que ela definitivamente tirou este livro do papel: “Passei os últimos anos escrevendo romances que contam histórias da mitologia grega que foram realmente esquecidas. No entanto, foi quando eu discutia a história de uma mulher não grega que resolvi escrever este livro. Eu estava na Radio 3, falando sobre o papel de Dido, a rainha fenícia. Para mim Dido era uma heroína trágica, abnegada e corajosa, de coração partido. Para meu entrevistador ela era uma calculista pérfida. Eu estava reagindo à Dido, da Eneida de Virgílio, ele reagia à Dido de Marlowe, em Dido, a Rainha de Cartago”, diz Haynes.

Este é o primeiro livro da autora no Brasil, e em breve suas obras de ficção serão também lançadas pelo Grupo Editorial Pensamento, pelo selo Jangada. Entres eles estão os elogiados Stone Blind (Olhar Petrificante – A História da Medusa), A Thousand Ships (Mil Navios Para Tróia), The Children of Jocasta (Os Filhos de Jocasta) e Medea (o último ainda sem título definido em português).

O Jarro de Pandora coloca a perspectiva feminina sobre histórias apagadas e/ou esquecidas/distorcidas ao longo da História, e dá espaço para que o leitor veja essas figuras mitológicas não como vilãs ou monstros, mas como mulheres que sofreram um lento processo de difamação e machismo. E, sobretudo, nos levanta a seguinte pergunta: Por que deixamos os homens apenas no lugar de heróis, enquanto relegamos às personagens femininas papéis secundários, insossos ou marginais?

 

Arte da fuga, de Jonathan Freedland

Tradução: George Schlesinger
Páginas: 376
Editora: Intrínseca
Livro impresso: R$ 79,90
E-book: R$ 54,90 

Sinopse: A Intrínseca publica em junho uma história sobre como a verdade pode ser a diferença determinante entre a vida e a morte. Em Arte da fuga, o jornalista e escritor Jonathan Freedland relata a jornada real de Rudolf Vrba, uma figura brilhante e inquieta que nos permitiu compreender os mecanismos do Holocausto.

Abril de 1944. Após viver e testemunhar imensuráveis sofrimentos, observar tentativas fracassadas de fuga e se preparar bastante, o adolescente Rudolf Vrba — que na época ainda se chamava Walter Rosenberg — tornou-se um dos primeiros judeus a escapar de Auschwitz e abrir caminho para a liberdade. Ao fim da guerra, ele teria sido um dos únicos a conseguir realizar tal façanha. Além de salvar a própria vida, o objetivo que o movia era revelar ao mundo a realidade sobre o campo de extermínio. Vrba pretendia alertar os últimos judeus da Europa sobre o destino que os esperava quando embarcassem no trem rumo ao “reassentamento”, convicto de que o conhecimento da verdade os salvaria.

Contra todas as probabilidades, ele e seu companheiro de fuga, Fred Wetzler, analisaram minuciosamente a situação e foram capazes de se esconder, escalar montanhas, cruzar rios e escapar dos tiros dos alemães, até que conseguiram transmitir, em segredo, o primeiro relato completo de Auschwitz de que o mundo teve notícias. Um relatório forense detalhado que um dia chegaria ao conhecimento de Franklin Roosevelt, Winston Churchill e do papa. No entanto, pouquíssimas pessoas deram ouvidos ao aviso que Vrba, com apenas 19 anos então, arriscou tudo para narrar. Alguns não podiam acreditar em tamanha crueldade. Outros acharam mais fácil permanecer inertes. Ainda assim, Rudolf Vrba ajudou a salvar a vida de 200 mil judeus — embora sempre tenha achado que esse número poderia ter sido muito maior.

Um relato essencial de um homem disposto a tudo para salvar vidas, Arte da fuga foi considerado livro do ano por veículos como The Times, The Economist, The Guardian e Time. Ao divulgar a história de Vrba, Jonathan Freedland não só o coloca ao lado de figuras como Anne Frank, Oskar Schindler e Primo Levi, como também afirma a importância da informação e da verdade em momentos sombrios.

 

A mulher ruiva, de Orhan Pamuk

Título original: The Red Haired Woman
Páginas: 280
Lançamento: 03/07/2023
ISBN: 978-65-5921-589-8
Selo: Companhia das Letras
Capa: Raul Loureiro

Sinopse: O vencedor do Nobel Orhan Pamuk retorna à arte do romance com a instigante história de um garoto abandonado pelo pai. Ao se jogar em caminhos imprevisíveis, ele se aproxima de um cavador de poços e tem sua vida impactada por um incidente envolvendo uma misteriosa mulher ruiva. Anos depois ele é capaz de revisitar a cena e desvelar segredos desse passado.

Orhan Pamuk nos põe na pele de Cem, jovem de classe-média abandonado pelo pai que deixa seu cotidiano ordinário para se tornar aprendiz de um pobre cavador de poços que busca encontrar água em uma planície desolada. Eles trabalham arduamente sob o sol escaldante, e pouco a pouco desenvolvem uma relação que transcende a de mestre e aprendiz, reconstruindo uma complexa e afetuosa conexão de pai e filho.

A rotina de ambos é interrompida pela aparição de uma pessoa enigmática, a quem Cem se refere como "a mulher ruiva". O jovem passa a nutrir, então, um desejo que invade até os seus sonhos. Esta obsessão culminará em um acidente trágico que mudará sua vida, mas que só poderá ser compreendido quando visto a partir da distância do tempo.

Nesta obra apaixonante do autor de Neve, os temas do conflito entre oriente e ocidente são trabalhados também pelo viés dos mitos. Assim, mesclando uma história cotidiana de formação de um jovem com as fábulas que fundam nosso pensamento, o vencedor do Nobel Pamuk nos entrega um romance avassalador sobre pais e filhos.

 

Poliana, de Eleanor H. Porter

Ficha técnica
Título: Poliana
Nº de páginas: 96
Preço: R$29,90

Sinopse: Poliana teria todos os motivos do mundo para ser uma menina triste, porém, desde muito cedo seu pai a ensinou o jogo do contente, e ela aprender a ver sempre o lado bom da vida. Tragédias acontecem, sim, mas se em vez de ficarmos tristes olharmos por outro prisma, sobrevivemos a elas e podemos mudar a vida das pessoas, certo? Sim, viver é o melhor presente do mundo!

A Faro Editorial lança este mês um dos maiores clássicos infantis de todos os tempos, “Poliana” de Eleanor H. Porter. Uma história sobre o lado positivo da vida frente as adversidades que inspirou gerações e gerações de eleitores ao redor do mundo.

Poliana já estava acostumada a jogar o jogo do contente desde que perdera a mãe e seus irmãozinhos muito cedo. Pelo menos ela ainda tinha o pai, e poderiam sempre lembrar dos momentos felizes. Mas a vida nem sempre é como planejamos, e ao ficar órfã mais uma vez, ela vai morar com uma tia desconhecida e recomeçar sua vida.

Poli Harrington era uma mulher rígida e de temperamento difícil, que não sabia lidar com crianças. Porém, após a chegada da menina, todos na casa se encantam com o seu “jogo do contente”, uma importante lição que seu pai lhe ensinou, fazendo com que ela se mantivesse numa atitude positiva mesmo em situações difíceis.

A tia e todos ao seu redor se tornam mais amáveis ao conhecer aquela maneira de enxergar a vida, o que faz a menina transbordar de alegria. Então acontece um acidente e sua atitude otimista é testada... e Poliana deve aprender a encontrar a felicidade novamente. Um clássico da literatura infantojuvenil com uma linda mensagem de otimismo e superação.