11 de julho de 2026
INVESTIGAÇÃO

Menina de 12 anos foge de Uberlândia para Jundiaí e polícia vai investigar sobre estupro

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 3 min
DIVULGAÇÃO
A ocorrência foi atendida pelo Apoio Tático, da Guarda Municipal de Jundiaí

Uma pré-adolescente de 12 anos, que havia fugido de casa em Uberlândia, Minas Gerais, foi localizada por guardas municipais do Apoio Tático, em Jundiaí, no início da tarde deste sábado (1). Ela estava na casa de um jovem de 17 anos, que conheceu pela internet, e com quem afirmou ter praticado atos sexuais logo que chegou - ele, por sua vez, nega. Aos GMs, inclusive, a menina contou num primeiro momento que havia pegado um motorista de aplicativo para vir até Jundiaí. Porém, ao ser encaminhada ao Hospital Universitário (HU), mudou a versão, contando aos médicos, que, para vir de Minas, teria praticado atos sexuais com um caminhoneiro em troca da carona. As duas situações serão investigadas como estupro de vulnerável. O caso possivelmente será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), de Jundiaí.

Segundo o Boletim de Ocorrência, com base nas informações preliminares colhidas pela Polícia Civil até o momento, a menina saiu de casa entre o fim da noite de sexta-feira (31) e início da madrugada deste sábado (1), sem avisar a família, após ter se desentendido com a mãe. A família conseguiu acesso a mensagens de celular da garota, descobrindo que ela teria fugido para Jundiaí, onde se encontraria com uma pessoa que conheceu pela internet há cerca de seis meses. Familiares dela, que moram em Campinas, entraram e contato com a GM de Jundiaí, que enviou duas equipes de Apoio Tático para um endereço apontado pela família, como possível paradeiro dela.

Pelo local, acompanhados dos familiares da jovem, as equipes foram recebidas pela moradora, que confirmou a presença da adolescente, informando ser uma amiga de seu sobrinho, não tendo conhecimento de onde ela teria vindo e afirmando que a mesma havia chegado na residência há cerca de 15 minutos. Neste momento a jovem e também o garoto, que tem 17 anos, se apresentaram, sendo que ele informou tê-la conhecido através das redes sociais e que haviam se encontrado pessoalmente pela primeira vez há poucos minutos.

Ela também foi questionada e, pelo fato apresentar diversas versões contraditórias aos familiares, para conseguir se deslocar de Uberlândia a Jundiaí, as equipes decidiram encaminha-lá ao Hospital Universitário (HU), para atendimento médico, enquanto o jovem, por sua vez, foi encaminhado ao Plantão Policial com sua genitora, para apuração dos fatos.

NO HOSPITAL

No hospital, a adolescente que inicialmente havia informado ter usado transporte de aplicativo para vir a Jundiaí, relatou aos médicos que, na verdade, pegou carona com um caminhoneiro na estrada - após caminhar por algumas horas -, que lhe ofereceu o transporte em troca de atos sexuais.

Este, então, segundo ela, a trouxe até as proximidades da rodoviária no município de Jundiaí, onde ela conseguiu acionar um transporte por aplicativo para se deslocar até a residência do adolescente. A jovem informou, também, ter praticado atos libidinosos com o jovem de 17 anos ao chegar em sua residência.

Ela permaneceu internada no HU, onde os exames apontaram que não houve rompimento do hímen.

O DELEGADO

Pelo Plantão Policial de Jundiaí, o delegado Leonardo Pontes instaurou um inquérito, a princípio de estupro de vulnerável. No Boletim de Ocorrência, ele ressalta não teve convicção sobre estado flagrancial e autoria do crime, justamente por causa de informações divergentes. E ainda declara: "Com base nas informações prestadas, em relação ao adolescente e ao caminhoneiro que teoricamente teria dado carona para a adolescente, o caso foi registrado preliminarmente como estupro de vulnerável e fato análogo ao crime de estupro de vulnerável (para ser investigado). Entretanto, podendo haver um reenquadramento da tipificação em caso de novas informações ou entendimento jurídico diverso".