22 de maio de 2026
OLIMPÍADAS

Breakdance conquista público jovem e vira esporte olímpico

Por Vitor Silva |
| Tempo de leitura: 3 min
ARQUIVO PESSOAL
O Breakdance exige força e velocidade, sendo parte do Hip-Hop em ruas e academias

O Breakdance é um estilo de dança de rua, parte da cultura do Hip-Hop e foi criado por afro-americanos e latinos na década de 1970, em Nova York, nos Estados Unidos. A dança é feita ao som de ritmos musicais como o Rap e o Funk.

Em 2020, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que o Breakdance passaria a ser uma modalidade olímpica nas competições de Paris 2024. Nos Jogos da Juventude de 2018, realizado em Buenos Aires, na Argentina, teve sua primeira aparição como uma modalidade esportiva.

Segundo o próprio COI, a iniciativa de incluir o Breakdance nas Olímpiadas tem o objetivo de atrair a audiência de um público mais jovem, assim como a organização fez nas Olimpíadas de Tóquio 2020. A originalidade, estilo, paços, entre outros movimentos, serão alguns dos fatores que os jurados levam em consideração para decidir o vencedor da prova.

Em Jundiaí, o Breakdance conta com aulas em diversas academias e clubes de dança. Em uma delas, no Jardim Guanabara, a professora Mariana Nunes Gontijo comanda o Hip-Hop, uma das vertentes da dança de rua, assim como o Break. "O Break é uma das vertentes do dança de rua, que trabalha os isolamentos corporais. Os dançarinos rodam no chão, se apoiam com a cabeça, giram, entre outros movimentos. O Hip-Hop são movimentos um pouco mais soltos", ela explica.

"Os treinos da dança de rua são bem intensos, até porque, na maioria dos casos, os movimentos são rápidos, dinâmicos e enérgicos, fazendo você gastar muitas calorias. A dança de rua é a modalidade mais indicada para os jovens, devido ao condicionamento físico que ela proporciona", comentou Mariana.

Sobre os benefícios, ela cita o desenvolvimento dos aspectos físicos, cognitivos, sociais e afetivos; estimula o trabalho das funções psicomotoras; desenvolve as sensibilidades musicais e rítmicas; previne deficiências físicas e posturais; facilita muito o convívio em grupo; desenvolve a criatividade e proporciona a aquisição de um corpo ágil, alongado e sadio.

DANÇA ESPORTIVA

A Dança Esportiva é uma modalidade de dança de salão, incluída por todas as entidades de dança do país. A professora Daiane Ciarrocchi, de 35 anos, dá aulas desse estilo, além de gravar vídeo-aulas para seu canal no YouTube. Ela comentou um pouco sobre a história da modalidade e os motivos de ser considerada um esporte. "A dança esportiva foi incluída no programa mundial de dança há muitos anos, estando na lista das dez danças de salões internacionais (Rumba, Chá chá chá, Paso doble, Samba internacional, Jive, Valsa inglesa, Tango Internacional, Valsa Vianense, Slowfox e Quickstep). Para se tornar uma modalidade esportiva é necessário apresentar ao comitê olímpico internacional (COI) um pedido para que a modalidade seja reconhecida como esporte, visando suas características técnicas e, muitas vezes, de alto rendimento da modalidade", comenta a professora.

Sobre o fato da dança esportiva ser considerada esporte, Ciarrochi declara: "as danças de salão esportiva possuem um regulamento, técnicas e um treinamento muito intenso, além de conter um próprio sistema de arbitragem. A demanda energética não é algo que necessariamente justifique a modalidade ser um esporte, como é o caso do xadrez, por exemplo", completa Ciarrochi.

Ela diz também que as aulas de dança esportiva em grupo costumam custar em torno de R$ 190 por aula. Já as aulas particulares ficam em torno de R$ 120 por aula.