A onda do beach tennis, que vem ganhando as quadras de todo o Brasil, também chegou com força a Jundiaí. São vários espaços voltados à prática da modalidade, criada em 1987 na província de Ravenna, na Itália, e que mistura o tênis tradicional, o vôlei de praia e o badminton. A modalidade chegou ao Brasil em meados de 2008, mas vem se popularizando apenas nos dias de hoje.
De novembro a outubro do ano passado, a Copa do Mundo de Beach Tennis foi realizada no Rio de Janeiro e recebeu duplas de 16 países.
Somando as equipes feminina e masculina, o Brasil tem quatro campeonatos mundiais e, em 2022, perdeu a final para a Itália.
Tilly Ferraresi, professor de educação física e instrutor-chefe de beach tennis em uma clínica esportiva no bairro da Malota, em Jundiaí, explica que uma das razões do sucesso é que se trata de um esporte fácil de se praticar. "O beach tennis, além de ser um esporte fácil, é gostoso de praticar, divertido e com uma aprendizagem bem simples. A questão da areia dificulta um pouco, mas ainda sim é fácil de aprender. Além disso, é uma prática inclusiva, com pessoas de todos os tipos, idades e níveis. Eu tenho uma procura de aulas muito grande, tanto por pessoas que nunca praticaram um esporte na vida quanto por pessoas que querem se tornar atletas profissionais de beach tennis", comenta Ferraresi.
"Hoje nós temos treinos especiais separados para quem quer virar um atleta, para quem acabou de começar e até mesmo kids, para as crianças", completa.
Assim como todos os esportes, o beach tennis requer um investimento na compra de raquetes, bolinhas de treino e até mesmo nas roupas. "No futebol, para que você consiga jogar, é necessário investir nas chuteiras. No beach tennis, que é um esporte individual, os investimentos são na raquete, já que cada uma tem um estilo diferente. Existem as raquetes mais leves, as mais pesadas, as com o cabo e a parte de cima diferentes e também de vários. Claro que, nas primeiras aulas, os materiais são disponibilizados para a pessoa se adaptar. As roupas devem ser sempre bem leves", comentou o instrutor.
Vida de um profissional
Victor Sianga, de 38 anos, é atleta profissional de beach tennis e o maior influenciador do esporte no mundo, além de ser CEO em uma academia de beach tennis no Parque Centenário, em Jundiaí.
Sianga começou a carreira no tênis há 26 anos atrás, migrando para o beach tennis há oito anos. Nesta modalidade acabou colecionando títulos estaduais, nacionais e internacionais. Em 2017, foi eleito o melhor atleta profissional do ano, reconhecido pela Federação Paulista de Tênisa.
O atleta descreve o beach tennis como um esporte alegre, com alto gasto calórico e que pode ser levado como um estilo de vida. "O beach tennis é um esporte muito alegre e com um gasto calórico muito grande, que facilita a socialização das pessoas. Além disso, é um esporte que desenvolve psicológico do praticante", comenta o atleta.
Assim como Tilly, Victor também destacou o fato de o beach tennis ser um esporte inclusivo, em que pessoas de diversas faixa etárias, peso corporal e experiências diferentes conseguem participar, mas destacou um ponto negativo: o preço.
"É um esporte relativamente caro, pois demanda um investimento nos materiais de treinos e aulas, que são acima de R$ 500", comentou Victor Sianga.
"Existem raquetes de qualidade que podem chegar a R$ 1 mil e existem as raquetes para iniciantes com o preço mínimo de R$ 250 reais. As bolinhas variam em média por R$ 10", completou.
Em família
A esposa de Victor, Pâmela Sianga, de 29 anos, também joga beach tennis e disputa campeonatos amadores. Ela destaca que nunca havia praticado antes. "Comecei a praticar há dois anos e agora já disputo alguns campeonatos amadores. É um esporte que as mulheres também têm muito espaço."