A Copa é o maior evento de futebol do mundo. E o auge para os amantes deste esporte é quando a seleção nacional se torna campeã mundial. Agora, imagine como é poder passar por isso cinco vezes.
O radialista Luiz Antonio de Oliveira, o popular Cobrinha, de 82 anos, teve essa oportunidade. O jundiaiense, morador do bairro Vila Santana I, acompanhou todos os cinco títulos do Brasil e participou ativamente do mundo do futebol por 30 anos, jogando em times amadores e profissionais, antes de entrar de cabeça no jornalismo esportivo.
Fiel ao verde e amarelo, Cobrinha relembra os momentos marcantes que passou na torcida nas cinco conquistas. "Sempre torci e sempre vou torcer pelo futebol brasileiro. Tite fez e ainda faz um bom trabalho. Vejo grandes chances de os brasileiros chegarem às finais."
Na Suécia, em 1958, Cobrinha era adolescente quando o Brasil conquistou o primeiro título mundial. Ele tinha apenas 13 anos. A seleção ainda não era essa que conhecemos hoje, temida pelos adversários. "Na Copa de 1950, eu ouvia a narração pelo rádio com o meu irmão mais velho. Não tinha televisão na época."
Fã do técnico Tite desde quando estava no Corinthians, Cobrinha comenta que sempre acompanhou o trabalho de Adenor Leonardo Bachi. "O que eu vejo nessa seleção é um esboço das passadas. Está bem encaminhada, claro. Mas é difícil dizer com certeza."
A Copa do Mundo de 1962 foi a sétima vez que a seleção brasileira participou da competição. E, com a missão de repetir o sucesso de 1958, o Brasil não decepcionou. A temporada do Brasil também foi marcada pela lesão de Pelé no segundo jogo do primeiro período contra a Tchecoslováquia, atual República Checa. O rei Pelé foi substituído por Amarildo, que, em surpreendente desempenho, terminou como vice-artilheiro do torneio.
Cobrinha também relembra esse feito e explica que em 2022, os favoritos estão caindo, como aconteceu 60 anos atrás. "Na seleção de 62 perdemos o Pelé. E de repente, Amarildo era a sensação. Como vem acontecendo com Neymar e Richarlison."
E Cobrinha se empolga também quando fala da melhor seleção que viu em campo. "As de 1958 e de 1970 eram de encher meus olhos de mágica."
No México, em 1970, a maioria dos lares brasileiros já possuía pelo menos uma televisão, por isso, ficou um pouco mais fácil acompanhar os jogos da seleção brasileira.
Nessa época, José de Oliveira Mota, de 76 anos, tinha apenas 24 anos, e também se empolgou com o que viu. No entanto, para ele, o time de 1958, época em que tinha apenas 12 anos, é ainda a melhor que viu. "A melhor seleção tinha o Gilmar e o Nilton Santos. Era um time incrível."
As Copas de 1994 e 2002 não foram tão empolgantes para Mota e Cobrinha, mas, agora, ambos esperaram ansioso o hexacampeonato do Brasil. "É uma seleção que está bem, teve boas convocações, só não podemos falar que já ganhou a Copa. O ego é um sentimento perigoso."