O despacho do delegado plantonista de Jundiaí, Rodrigo Carvalhaes, contido em um Boletim de Ocorrência registrado como não criminal, na noite desta terça-feira (29), em Jundiaí, em que ele justifica a liberação de um adolescente detido no estacionamento de um restaurante em um posto de combustíveis, portando uma réplica de pistola, mostra a frustração da autoridade policial. O despacho, inclusive, foi feito pouco depois de o rapaz confessar que estava no local para cometer um crime. Nele, o delegado diz: "deixo de realizar a apreensão do adolescente por impedimento legal (por conta das leis vigentes), não por acreditar na sua idoneidade".
À reportagem do Jornal de Jundiaí, Carvalhaes reforçou o desapontamento: "lamento que neste momento não haja na nenhuma medida mais eficaz, dentro da lei. Mas é a regra do jogo", disse ele.
O CASO
O adolescente, de 16 anos, estava com um amigo em atitude suspeita em um posto de combustíveis na rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí, quando ambos foram abordados pelo vigilante do local - o colega dele, no entanto, conseguiu fugir. Com ele o vigilante encontrou uma réplica de arma de fogo e acionou a Polícia Militar Rodoviária. O rapaz foi conduzido ao Plantão Policial, para onde também foi sua mãe.
Ao delegado, o rapaz detido confessou que estavam no local para roubar, mas que ainda não haviam escolhido a vítima. Apesar de contrariado, o delegado o liberou, já que não houve cometimento de crime.