Após identificar e colher depoimento dos envolvidos no caso de agressão a alunos da Etevav dentro do ônibus, o delegado Carlos Eduardo Barbosa, assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), pediu prisão preventiva aos quatro suspeitos de invadir e agredir os adolescentes em frente ao 12° GAC. A polícia já concluiu o inquérito e aguarda decisão da Justiça.
Na tarde desta sexta-feira (11), a reportagem do JJ conversou com o delegado responsável pelo caso, que confirmou o pedido de prisão preventiva dos suspeitos. Anteriormente, Barbosa havia feito pedido de prisão temporária, mas foi recusado pelo Poder Judiciário.
Até a decisão sobre a prisão preventiva, os suspeitos seguem em liberdade. Todos eles foram indiciados por violência política; alguns também por associação criminosa, lesão corporal, entre outros crimes.
Além de ouvir os acusados de agressão, os estudantes, acompanhados da advogada Lia Lemos, e o motorista de ônibus também compareceram à delegacia para prestar depoimento. Segundo a advogada, o motorista ratificou a versão apresentada pelos jovens.
RELEMBRE O CASO
Durante a manifestação às margens da rodovia Anhanguera, em frente ao 12º GAC, contra o resultado da eleição presidencial, passageiros de um ônibus do transporte público foram surpreendidos por quatro homens que invadiram o coletivo de forma violenta. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o "avanço" dos manifestantes contra os estudantes, inclusive jogando pedras no veículo.
Dois estudantes da Etevav foram agredidos e ficaram feridos. A invasão aconteceu logo após os estudantes, de dentro do ônibus, terem sinalizado com as mãos a letra 'L', em alusão ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, visto como provocação pelos manifestantes.
De acordo com uma das vítimas que conversou com o JJ, os manifestantes passaram a xingar os estudantes, bater no ônibus e jogar pedras. "Eles foram para cima do ônibus e começaram a bater. Um deles jogou uma pedra, que quebrou o vidro e fui acertado por estilhaços no supercílio. Alguns alunos se agacharam com medo e, quando notei, três homens entraram dentro do veículo e foram para cima de nós, tentando nos intimidar", lamenta o estudante.