22 de fevereiro de 2026
JUNDIAÍ

Mulher denuncia loja no Centro por injúria ao ser 'tocada' do local aos gritos até a rua

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
Jornal de Jundiaí
A vítima, com o marido, prestou depoimento no 1º DP de Jundiaí na tarde desta terça-feira

Uma mulher de 33 anos, moradora em Itupeva, registrou boletim de ocorrência por injúria, no 1º DP de Jundiaí, na tarde desta terça-feira (1), contra uma loja de peças para celulares no Centro de Jundiaí. Bastante nervosa e chorando muito, ela conversou com a reportagem na delegacia, contando que foi humilhada ao ser 'tocada' do local aos berros, após pedir agilidade no atendimento, enquanto uma balconista comia um bolo ao invés de atendê-la.

De acordo com a vítima, o marido trabalha com manutenção de celulares e, pela manhã, fez contato com a loja (da qual é cliente), reservando algumas peças. À tarde, por volta das 13h50, ela foi  até a loja para pagar e retirar os produtos reservados, sendo recepcionada pela balconista. "Eu informei que estava ali para retirar as peças e ela disse que não tinha como saber de quais peças eu estava falando, solicitando que meu marido enviasse mensagem novamente".

A vítima então passou a conversar com o marido pelo celular, que logo fez contato com a loja, informando novamente sobre as peças que já havia reservado. "Eles então começaram a me questionar sobre características das peças, que eu não sabia, então precisei pedir novamente a meu marido, que ele fizesse novo contato com eles".

Nesse momento, de acordo com ela, a balconista e outros funcionários, que não são brasileiros (o marido acredita que sejam libaneses) passaram a conversar em outro idioma e a dar risada dela. "Já se passava mais de 15 minutos e nada de me darem darem as peças, para eu pagar e ir embora. E além de darem risada, a balconista abriu um bolo na minha frente e começou a comer, rindo, parando de me atender".

Foi quando a vitima cobrou agilidade no atendimento. "Eu estava nervosa com a situação e disse a eles que o atendimento deles não era bom, e que precisava logo pagar e retirar as peças para ir embora. A balconista, a partir daí, não disse mais nada. Mas o outro atendente (que ela acredita que seja o proprietário) passou a gritar com ela, recebendo o dinheiro e entregando as peças. "Ele vinha na minha direção gritando que não queria mais que eu fosse na loja e que eu não era bem vinda. E foi me 'tocando'. Meu filho (de 3 anos), começou a chorar e, enquanto eu tentava acalmá-lo, este homem gritava comigo como se eu fosse um homem, na rua, e falava no idioma dele, de forma voraz. Acredito que ela estava me ofendendo, inclusive".

Após isso, chorando muito e com o filho também assustado, ela parou em um comércio para tomar água, quando foi amparada por uma pessoa, que a instruiu a ir na delegacia.

No DP ela se encontrou com o marido. O caso foi registrado como injúria e a loja suspeita será investigada.