Três pistolas e uma máquina de choque foram furtadas da casa de um ex-diretor de uma grande empresa de aviação (já extinta) e também de uma gigante rede hoteleira, na tarde deste sábado (8), em um bairro nobre de Jundiaí. Quando o Boletim de Ocorrência foi elaborado, ficou registrado também o furto de 10 mil dólares - que não se confirmou.
Já no início da madrugada deste domingo (9), guardas municipais conseguiram deter dois suspeitos de participação no crime. Um deles confessou e foi preso em flagrante - o outro foi qualificado como investigado, e liberado. As armas não foram recuperadas.
O FURTO
No início da tarde houve disparo de alarme na casa, sendo que o caseiro foi verificar o que estava acontecendo. Ao entrar, se deparou com algumas gavetas violadas e com cadeados estourados. Ele então entrou em contato com a filha do executivo, que, por sua vez, acionou o pai.
Este solicitou que o caseiro conferisse se as armas haviam sido furtadas, o que foi confirmado (inclusive os 10 mil dólares).
Uma representante do ex-diretor registrou a ocorrência no Plantão Policial, mas não informou a numeração das armas (sendo uma delas de uso restrito), porque somente o proprietário saberia dizer - ele deverá ser intimado pela Polícia Civil durante as investigações.
Já na madrugada deste domingo (9), guardas municipais abordaram dois suspeitos na rua Senador Fonseca, no Centro de Jundiaí, com o carro supostamente utilizado no crime (as placas haviam sido cadastradas no sistema OCR).
Com eles os GMs apreenderam apenas algumas moedas estrangeiras antigas, (da França e Espanha) e a arma de choque. No ato do registro desta ocorrência, a família (por meio de representante) informou que havia se equivocado quanto ao furto da grande quantia em dólares, sendo então retificado o BO do furto.
Em conversa com o delegado Rodrigo Carvalhaes, preso informou que mais duas pessoas participaram da invasão e furto à casa do executivo - estes serão procurados pela polícia.
Além de ratificar a prisão em flagrante dele, Carvalhes também solicitou que durante audiência de custódia ele seja preso preventivamente, acreditando que, em liberdade, poderá se juntar aos comparsas e até mesmo utilizar as armas furtadas para cometer crimes, inclusive contra a vítima e pessoas ligadas a ela -, além de prejudicar as investigações.