10 de julho de 2026

MP manda polícia investigar urna eletrônica colada

Por Niza Souza | Editora de Política
| Tempo de leitura: 1 min
DIVULGAÇÃO
Urna teve teclas coladas com cola instantânea e de alta resistência

O Ministério Público de Jundiaí aceitou denúncia da Justiça Eleitoral e mandou a Polícia Civil investigar o caso do eleitor que colou teclas de uma urna eletrônica durante a eleição do último domingo (2). O caso ocorreu na sessão eleitoral 170, na escola estadual Professor João Batista Curado, no Jardim Tarumã.

A Delegacia Seccional recebeu a denúncia do MP e enviou o caso ontem (6) para o 3º DP, responsável pela região onde fica a escola. O eleitor ainda não foi identificado. A cola instantânea e de alta resistência que ele usou impediu eleitores de pressionarem os botões que foram colados.

De acordo com o juiz Luiz Antônio de Campos Jr, da 424ª zona eleitoral, foi um caso atípico. "Trata-se de crime eleitoral, previsto no artigo 72, III da Lei nº 9.0504/97. Lei de crimes contra a eleição. E pode também ser enquadrado ainda em crime de dano contra o patrimônio público", disse o juiz.

Depois da confusão no dia da eleição, a urna foi substituída e a votação prosseguiu normalmente.

Em Campo Grande (MS) foi registrado um caso semelhante, mas o eleitor foi preso. Gabriel Scherer da Costa, de 22 anos, confessour que colou as teclas da urna eletrônica em protesto contra a polarização das eleições em 2022.