Por Fábio Estevam - Um tatuador de Jundiaí foi preso em flagrante por policiais do 5º DP na noite desta sexta-feira (30), por extorsão e roubo qualificado contra um caminhoneiro. Uma mulher, moradora no Jardim Tamoio, também foi presa pelos mesmos crimes. Eles são suspeitos de integrarem uma ‘quadrilha pix’, que vem praticando vários sequestros e roubos em Jundiaí.
Era bem cedo, por volta de 6 horas desta sexta-feira, quando um caminhoneiro foi interceptado por criminosos armados na rodovia Anhanguera, entre Jundiaí e Cajamar, e teve seu caminhão roubado. A vítima foi colocada em um carro e levada sequestrada para um cativeiro.
Ainda pela manhã policiais militares localizaram o veículo abandonado entre os bairros Jardim Novo Horizonte (Varjão) e Fazenda Grande, e apresentaram a ocorrência no 5º DP, no bairro Eloy Chaves. “Assim que tomamos conhecimento sobre o caso, já passamos a investigar e, após algumas diligencias, descobrimos que haviam sido feitas transações via pix da conta da vítima, num total de R$ 10 mil”, disse um detetive do caso. “Nos aprofundamos na investigação e descobrimos, também, que o saque desse valor total havia sido feito da conta de uma mulher, moradora no Jardim Tamoio”.
Os policiais foram até a casa dela e a abordaram, fazendo questionamentos sobre a situação. “Ela confessou que receberia R$ 900 para receber o dinheiro via pix em sua conta, sacar e entregar para a pessoa que supostamente a recrutou para isso”, falou o policial. “Nós continuamos com os questionamentos, e foi quando ela deu o nome da pessoa que a contratou para receber o dinheiro em sua conta”.
Os detetives então identificaram o endereço do suspeito, um tatuador, e foram até a casa dele. “Todo o dinheiro roubado da vítima estava com ele, no bolso”, comentou o investigador.
Ambos foram levados para a delegacia, onde foram presos em flagrante e indiciados. O tatuador foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista e, a mulher, à cadeia de Itupeva.
O motorista, liberado pelos criminosos após ter ficado seis horas em cativeiro, teve seu dinheiro recuperado.
De acordo com o detetive, a investigação sobre o caso continua. “Nós pegamos a parte da quadrilha que cuida do pix e do saque. Mas ainda temos que prender a parte que aborda e sequestra as vítimas".