11 de julho de 2026
CORRIDA AO PLANALTO

Em carta à nação, Ciro Gomes diz que não se intimidará


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O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, declarou que nada deterá sua "disposição a seguir em frente com o projeto nacional de desenvolvimento" em carta destinada à nação brasileira lida Ontem (26) no comitê da campanha em São Paulo.

"Por mais jogo sujo que pratiquem, eles não me intimidarão", disse ao afirmar que seu nome continua posto como candidato "para livrar nosso país de um presente covarde e de futuro amedrontador".

A carta foi uma reação ao que chamou de "campanha de intimidação, mentiras e de operações de destruição de imagens" deflagrada pela campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Sou vítima de virulenta campanha nacional e internacional", afirmou.

Ciro tem sofrido pressão para desistir de sua candidatura por apoiadores de Lula sob o argumento de que suas críticas ao petista ajudam a fortalecer o presidente Jair Bolsonaro (PL).

A campanha petista mirou artilharia para atrair eleitores de Ciro em um movimento a favor do voto útil para viabilizar a vitória no primeiro turno.

A articulação teve a participação de artistas como os cantores Caetano Veloso e Tico Santa Cruz que haviam declarado apoio a Ciro, mas passaram a afirmar que votarão em Lula no primeiro turno como estratégia para evitar um eventual segundo turno entre o petista e Bolsonaro.

Integrantes do PDT também se declararam dissidentes da campanha por causa do aumento no tom das críticas ao ex-presidente.

Na carta, Ciro afirma que esta é a "campanha mais vazia da história" em que "querem eliminar a liberdade das pessoas de votarem, no regime de dois turnos". "Querem privá-las do direito de expressar seus sonhos e de testar a força de suas posições", disse.

Ciro criticou a polarização entre Lula e Bolsonaro que produziu, segundo ele, "a campanha mais sem propostas e sem projeto da nossa história recente".

No mesmo texto, Ciro se posicionou como um político que "ousa resistir" e, por isso, é vítima de "máquinas poderosas do lulismo e bolsonarismo que estão conseguindo ludibriar a percepção popular, passando a falsa ideia de que apenas um pode derrotar o outro".

"Esse rito suicida tem o incentivo comodista e covarde de setores da mídia e da inteligência ", continua a carta.

Empenhado na estratégia de se posicionar como opositor de Lula, Ciro tem sido alvo de memes nas redes sociais que o retratam como aliado de Bolsonaro por meio de apelidos como "Cironaro" e "Bolsociro".

Outro trecho da carta lida por Ciro diz que "o Brasil está na iminência de sofrer a maior fraude eleitoral da nossa história".A declaração, porém, não faz coro aos ataques do presidente Bolsonaro à legitimidade das urnas eletrônicas. "A fraude do estelionato eleitoral que sofrerão as vítimas que apertarem, nas urnas invioláveis, o 13 ou o 22", disse.

 (FP)