11 de julho de 2026
CORRIDA AO PLANALTO

Ex-presidenciáveis juntos declaram apoio a Lula


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De olho em demonstração de força para tentar fechar a eleição no primeiro turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu ontem (19) oito ex-presidenciáveis em um encontro em São Paulo. Entre ex-ministros, aliados de longa data e até antigos opositores, a reunião teve partidos que integram outras chapas presidenciais, como União Brasil e Cidadania.

De acordo com o UOL, com o apoio da ex-ministra Marina Silva (Rede), na última semana, Lula reuniu até então o apoio de seis dos 13 presidenciáveis de 2018. Todos estavam presentes no evento, além de dois outros candidatos de outros anos: Guilherme Boulos (PSOL), Luciana Genro (PSOL), Cristovam Buarque (Cidadania), Marina, Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Henrique Meirelles (União Brasil) e João Goulart Filho (PCdoB).

FRENTE AMPLA

O encontro reforça o discurso eleitoral de Lula de formar uma "frente ampla pela democracia". Desde o início do ano, o PT tem tentado formar uma imagem de união suprapartidária em torno do petista, tentando diminuir a rejeição ao partido. É frequente ver membros da campanha fazendo relações com o movimento de redemocratização Diretas Já, dos anos 1980 — este foi o tom da reunião de ontem.

Candidato em cinco outras eleições (1989, 94, 98, 2002, e 2006), o próprio Lula tem feito referências frequentes aos pleitos passados, falando que antes "havia opositores e não inimigos".

Com nomes ligados à centro-direita, como Alckmin e Meirelles, à esquerda, como Boulos e Luciana, os presentes justificaram, quase num tom de pedido de desculpas, que renunciaram às diferenças, em prol de uma pacificação do país.

"O que vocês estão fazendo com o gesto de hoje é assumindo um compromisso, mas não é um compromisso com o Lula --é um compromisso que esse país vai voltar a viver democraticamente. As pessoas vão voltar a conviver democraticamente nesse país. Não é o Presidente da República e sua assessoria que diz o que é bom para a sociedade", disse Lula.

Ao final do encontro, quando fotógrafos pediam para todos fazerem o "L", Meirelles, à direta, sorria, mas resistia. Depois de alguns cliques, temendo climão, levantou o dedo. Luciana Genro, que em junho tirou foto se recusando a empunhar o gesto, se entregou ao lado de Lula.