10 de julho de 2026
DEBATE EM SP

Governador vira alvo preferencial de adversários


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Em terceiro lugar nas pesquisas, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Rodrigo Garcia (PSDB), se tornou o alvo preferencial no debate na noite desta terça-feira (13), realizado pela TV Cultura, Folha de S.Paulo e UOL.

Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também trocaram ataques entre si, acabaram centrando as críticas no tucano, sobretudo relacionando-o com seu antecessor, João Doria (PSDB).

Em meio à apresentação de propostas, os candidatos aproveitaram para alfinetar os adversários, o que gerou reações da plateia no Memorial da América Latina, onde o debate foi realizado.

Ao mirarem em Rodrigo, Haddad e Tarcísio buscam consolidar um segundo turno que remeta à disputa nacional, já que eles são apadrinhados respectivamente por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

A campanha do petista vê vantagem em enfrentar Tarcísio, e não Rodrigo, no segundo turno, contando com a alta rejeição ao presidente. Tarcísio, que tem uma briga paralela com Rodrigo por uma vaga no segundo turno, busca abrir vantagem para não ser ultrapassado.

Tarcísio e Haddad até tiveram uma conversa amigável antes do debate e também durante um intervalo.

O bolsonarista escolheu o governador para responder sobre obras paradas no estado. O tucano afirmou que São Paulo tem mais obras entregues do que interrompidas e criticou a falta de ajuda do governo federal.

Rodrigo, então, listou as promessas de Haddad enquanto prefeito de São Paulo. O petista então subiu o tom e mencionou Doria.

Em outra ocasião, Tarcísio bateu na mesma tecla: "Precisamos reduzir os impostos que foram aumentados vergonhosamente nesse governo do Doria e do Garcia", afirmou o ex-ministro.

Ao ser questionado por jornalista da Folha de S.Paulo sobre sua ligação com Doria, Rodrigo fugiu do assunto, listou entregas dos tucanos no estado e disse não ter padrinho. Haddad, então, rebateu, lembrando que Doria foi aliado de Gilberto Kassab e de Celso Pitta durante sua carreira política. (FP)