Dois dias depois de um personal trainer ser baleado em frente à academia em que ele trabalha, no Jardim Paraíso, em Várzea Paulista, o autor do crime se apresentou à Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (14), acompanhado de seu advogado. Ele explicou que tocaiou e alvejou a vítima, por ciúmes de sua esposa, e foi indiciado pelo delegado Rafael Diorio, por tentativa de homicídio.
Após o indiciamento e, por não se tratar de prisão em flagrante, ele foi liberado para responder pelo crime em liberdade.
DEPOIMENTO
De acordo com a Polícia Civil, ele disse que agiu por violenta emoção, enraivecido por, supostamente, a vítima estar mantendo contatos constantes com sua esposa. Para atacar o personal, ele usou uma arma de fogo, ilegal, que tinha em casa. Após o crime, ele alegou que foi até um rio e se livrou do armamento, já arrependido do que havia feito.
O CRIME
Câmeras de monitoramento gravaram toda a ação do crime e mostram o personal chegando e estacionando o carro em frente à academia. Enquanto ele realiza a manobra, o autor vem de um local mais escuro, pela calçada, com uma arma e uma barra de ferro, e aguarda alguns instantes até a vitima abrir a porta do carro.
Alguns segundos depois ele se aproxima e aponta a arma, ordenando que o personal saia do carro. Temendo pela vida e ainda sem saber do que se tratava, ele chega a fechar a porta, para fugir, mas não tem tempo de funcionar o veículo. A porta é aberta pelo autor, que novamente ordena que ele saia do carro.
Há então uma rápida conversa entre eles, em que o autor manda que a vítima ajoelhe (não obedeceu). O homem então dispara um tiro em sua perna direita. Com ele no chão e rastejando enquanto tenta se defender, o criminoso passa a agredi-lo com a barra de ferro, desferindo vários golpes, que atingem as pernas, braços e cabeça. Em seguida, ele deixa o local.
O professor então se levanta, fecha a porta do carro e entra na academia pedindo ajuda. Após isso ele, ele foi socorrido ao hospital, onde ficou em observação.
Em depoimento à equipe de investigação do delegado Diorio, a vítima contou que seu algoz disse, durante o crime, que ele estava sendo atacado, para aprender a não mexer com mulher de outro homem, o que foi confirmado pelo autor, em seu depoimento nesta quarta-feira.