Neste ano, entre janeiro e agosto, Jundiaí teve 10 notificações de acidentes com serpentes. No ano passado inteiro também foram 10 casos do tipo e, em 2024, tinham sido seis registros, de acordo com o Núcleo de Informações Estratégicas de Saúde (Nies), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
Neste tipo de caso, sugar o veneno, fazer torniquete, cortar o local da picada ou aplicar produtos naturais no ferimento são práticas que, embora muito conhecidas, são mitos sobre os primeiros socorros a pessoas picadas por serpentes. Mas você saberia como agir corretamente?
De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a primeira medida é procurar atendimento médico para avaliação e aplicação do soro antiveneno adequado. Quanto mais rápido o socorro, maiores são as chances de evitar complicações graves.
Além da busca por atendimento profissional, algumas ações imediatas podem ajudar a garantir a segurança da pessoa até a chegada à unidade de saúde.
O que fazer:
- Lave o local da picada apenas com água e sabão;
- Retire calçados, tornozeleiras, pulseiras, anéis ou outros objetos que possam dificultar a circulação em caso de inchaço na região afetada;
- Mantenha a pessoa em repouso e evite esforços físicos;
- Se possível e sem se aproximar da serpente, fotografe o animal para auxiliar na identificação.
O que não fazer:
- Não utilize torniquete ou garrote;
- Não corte ou perfure o local da picada;
- Não tente sugar o veneno;
- Não aplique qualquer substância na região atingida, como álcool, medicamentos caseiros, folhas ou pó de café.
Ainda segundo os dados do Nies da SES-SP, indicam que o estado registrou 1.415 acidentes envolvendo serpentes e cinco óbitos em 2026. Do total, 34,2% foram classificados como acidentes botrópicos, ou seja, causados por serpentes dos gêneros Bothrops e Bothrocophias, como jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca, comboia e cruzeira.
Essas espécies são encontradas em diferentes habitats, incluindo margens de rios, áreas agrícolas, regiões litorâneas e zonas de transição entre os meios rural e urbano.
Nos acidentes com essas serpentes, os principais sintomas são dor e inchaço na região afetada, manchas arroxeadas e sangramentos no local da picada, nas gengivas, na pele e na urina.
Os dados e a série histórica de acidentes por animais peçonhentos estão disponíveis na plataforma do Nies, que pode ser acessada no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/acidentes-por-animais-peconhentos.
Onde buscar ajuda
Para facilitar o acesso rápido ao tratamento, a Secretaria da Saúde disponibiliza uma plataforma on-line que permite localizar o Ponto Estratégico de Soro Antiveneno (Pesa) mais próximo, com disponibilidade de soro antiveneno. Em Jundiaí, o Hospital Universitário atende crianças e adolescentes até 18 anos e o Hospital São Vicente atende adultos vítimas desse tipo de acidente.
Para saber detalhes, basta acessar a lista de serviços e inserir as informações de endereço nos campos correspondentes para encontrar a unidade mais próxima. A plataforma também disponibiliza informações sobre os serviços de atendimento soroterápico no estado, disponíveis no link: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/atendimento-soroteraptico.