Jundiaí, que tem cerca de metade da população da região, deve representar 60% do gasto com alimentação no território neste ano. Um levantamento do Índice de Potencial de Consumo (IPC) Maps 2026 mostra que, em Jundiaí, alimentos e bebidas devem movimentar R$ 3,98 bilhões neste ano. Na Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ), o mesmo indicador aponta potencial de consumo de R$ 6,68 bilhões.
No comparativo com o ano passado, Jundiaí deve ter crescimento de 5,5% no potencial de consumo de alimentos e bebidas, com acréscimo de aproximadamente R$ 206,6 milhões. Na RMJ, a projeção indica alta de 7,4%, o que representa cerca de R$ 459,3 milhões adicionais.
Os dados consideram o potencial de consumo da população em três grandes categorias: alimentação no domicílio, alimentação fora do domicílio e bebidas. Neste cenário, a alimentação dentro de casa lidera. Em Jundiaí, a alimentação no domicílio corresponde à maior parcela do potencial de consumo. Para 2026, são estimados R$ 2,43 bilhões, contra R$ 2,29 bilhões em 2025, alta de 6%. A categoria representa cerca de 61% de todo o potencial de consumo de alimentos e bebidas do município.
A alimentação fora do domicílio aparece em seguida, com R$ 1,24 bilhão, alta de 4,6% sobre os R$ 1,19 bilhão projetados para 2025. Já o consumo de bebidas alcança R$ 308,1 milhões, avanço de 5,3% em relação aos R$ 292,6 milhões de 2025.
Na RMJ, o mesmo padrão se repete. A alimentação no domicílio concentra R$ 4,12 bilhões, crescimento de 7,6% em um ano. A alimentação fora do domicílio soma R$ 2,04 bilhões, alta de 6,9%, enquanto bebidas representam R$ 517,6 milhões, com crescimento de 7,5%.
Consumo nas classes
Um dos destaques da comparação entre os anos está na distribuição por classes econômicas. Em Jundiaí, o potencial de consumo de alimentos e bebidas da classe A passa de R$ 585,6 milhões, em 2025, para R$ 763,2 milhões em 2026, alta de 30,3%. Na classe C, o crescimento é de 12,6%, passando de R$ 1,16 bilhão para R$ 1,31 bilhão.
Já a classe B, que continua sendo a maior fatia individual do consumo estimado, recua 7,7%, de R$ 1,86 bilhão para R$ 1,72 bilhão. Nas classes D/E, o potencial aumenta 15,6%, de R$ 163,3 milhões para R$ 188,8 milhões.
Na região, o comportamento é semelhante. A classe A apresenta crescimento de 31,7%, chegando a R$ 1,13 bilhão. A classe C cresce 9,1%, para R$ 2,44 bilhões, enquanto a classe B registra queda de 1,4%, para R$ 2,75 bilhões. O grupo D/E avança 7,2%, alcançando R$ 358,3 milhões.
Mercado aquecido
O levantamento também mostra expansão no número de empresas classificadas como serviços de alimentação. Em Jundiaí, são 5.194 empresas em 2026, contra 4.632 em 2025. O aumento é de 562 estabelecimentos, ou 12,1%. Considerando toda a Região Metropolitana de Jundiaí, o número passa de 8.254 para 9.187 empresas, acréscimo de 933 estabelecimentos, equivalente a 11,3%.
O crescimento do número de empresas ocorre em paralelo à expansão do potencial de consumo fora do domicílio, segmento que inclui restaurantes, lanchonetes e outros serviços relacionados à alimentação.