Embora haja desacaleração na geração de empregos no país, no mês de julho, o Brasil teve abertura de postos de trabalho formal, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre admissões e desligamentos, o saldo foi de 58.568 empregos. O resultado, embora positivo, é o pior para o mês desde 2020. Já em Jundiaí, o saldo acabou ficando negativo, com 11 vagas perdidas em julho.
No mês, a cidade teve 9.674 trabalhadores admitidos e 9.685 desligados. O setor de Serviços ainda teve uma boa geração de vagas, 179. Agropecuária também teve resultado positivo, uma vaga criada. Já Construção (-34), Comércio (-72) e Indústria (-85) registraram perdas em julho.
Após um início de ano positivo, com 1.448 vagas abertas apenas no primeiro bimestre, a tendência é oposta desde março, mês em que Jundiaí teve 75 vagas perdidas. Também perdeu 528 em abril. Em maio, a cidade perdeu mais 378 vagas. Em junho, apesar de valor positivo, a geração de emprego mostrou desaceleração. A expecatativa do mercado é justamente de recuperação até o fim do ano. E, no acumulado dos primeiros sete meses, Jundiaí mantém saldo positivo, de 746 vagas.
No período de janeiro a julho, os setores de Comércio (-50) e Agropecuária (-18) acumularam perdas. Construção (205), Indústria (248) e Serviços (361) acumulam abertura de novos postos de emprego. Após saldo de ganhos e perdas, Jundiaí fechou julho com 191.542 pessoas trabalhando com carteira assinada.
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Indicador nacional
Em julho de 2026, o mercado de trabalho formal celetista no Brasil gerou 58.568 postos de trabalho, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no mês, acumulando no ano 972.203 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,06%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (agosto/2025 a julho/2026) a ampliação do emprego formal no país chega a 880.717, crescimento de 1,87%.
Com o resultado de julho, o estoque de vínculos de trabalho formal chegou a 48.082.866 empregos no país. Em 4 dos 5 grandes grupamentos de atividades econômicas os saldos foram positivos no mês, com destaque para o setor de Serviços (24.098), seguido da Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio teve saldo negativo (-2.056) no mês.
Nos estados, foram registrados saldos positivos em 22 das 27 unidades federativas. Em valores absolutos, São Paulo (17.814), Mato Groso (5.766) e Minas Gerais (5.199) tiveram os maiores saldos.
Em julho, o saldo é foi positivo para homens (38.085) e para mulheres (20.483). Na população até 24 anos, o saldo foi positivo em 89.425 postos de trabalho, porém, negativo em 30.857 postos para pessoas com mais de 25 anos.
O saldo foi também positivo para as pessoas com nível médio completo (50.675) e para o com nível médio incompleto (12.027). Demais níveis de instrução totalizam saldo negativo de 4.134 postos. O saldo foi positivo para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63). Foi registrado saldo negativo apenas para brancos (-7.216).
O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%).