O Grupo de Trabalho de Governança Climática se reuniu nesta semana em Jundiaí para planejar ações e preparar o município para os possíveis impactos do fenômeno El Niño. O encontro reuniu na Sala de Situação do Paço Municipal secretários municipais, representantes da Dae Jundiaí, da Fundação Serra do Japi, do CiJun e Defesa Civil.
Projeções de órgãos oficiais indicam que o El Niño já está configurado e apresenta elevada probabilidade de intensificação ao longo do segundo semestre de 2026, com possibilidade de permanência até o início de 2027.
Na reunião, foram discutidos os principais reflexos que o fenômeno poderá provocar no município, como períodos prolongados de temperaturas acima da média e ondas de calor, aumento do risco de incêndios em áreas de vegetação, possibilidade de estiagem e redução da disponibilidade hídrica, além da ocorrência de tempestades severas, chuvas intensas, rajadas de vento, quedas de árvores, alagamentos, deslizamentos e danos à infraestrutura urbana.
O prefeito Gustavo Martinelli reforçou que a antecipação das ações é essencial para minimizar os impactos dos eventos climáticos e garantir mais segurança à população. “Nossa prioridade é agir com planejamento e integração. Estamos reunindo todas as secretarias para avaliar cenários, definir responsabilidades e preparar a cidade para responder com rapidez e eficiência aos possíveis impactos do El Niño. Trabalhar de forma preventiva é a melhor maneira de proteger a população, preservar os serviços públicos e reduzir os riscos provocados pelos eventos climáticos extremos”.
Entre as ações definidas estão o levantamento dos equipamentos públicos e das populações mais vulneráveis, a revisão dos protocolos de atendimento e resposta às emergências, além do planejamento das ações de comunicação e orientação à população. Também serão avaliadas as necessidades operacionais de cada área.
Outro encaminhamento da reunião foi o estabelecimento de um fluxo permanente de monitoramento, compartilhamento de informações e tomada de decisões entre os órgãos municipais. A medida permitirá acompanhar a evolução das condições climáticas e adotar respostas rápidas sempre que necessário.
“O fator mais importante para o enfrentamento de desastres é o planejamento. Precisamos compreender o fenômeno climático para antecipar cenários e preparar as ações de resposta. A integração entre as secretarias, os órgãos públicos e toda a sociedade fortalece nossa capacidade de atuação”, destacou o coordenador da Defesa Civil, Coronel Gimenez.