Com quase 270 mil seguidores em sua conta no TikTok, 123 mil no Instagram, além de postagens no Youtube e centenas de vídeos gravados, Leonardo Viana Colhado, ou simplesmente Leo Colhado, tornou-se um dos influencers mais comentados dos últimos tempos. E não foi vendendo produtos ou postando somente o seu dia a dia. Melhor ainda: foi lendo as fofocas mais picantes do Interior, inclusive e, principalmente, de Jundiaí ou Jundiayork como ele mesmo já batizou.
Aos 35 anos, o filho ilustre de Santo Anastácio, interior de São Paulo, já se tornou um dos personagens mais citados das plataformas pela forma como lê as cartas de seus seguidores. Com sua risadinha peculiar, unida aos vídeos feitos em seu próprio quarto, edição com direito à vinhetas, e momentos hilários em cada história, não há quem não aguarde o próximo assunto.
Com exclusividade ao Jornal de Jundiaí, Leo Colhado contou um pouco de sua rotina e já adianta que se sente lisonjeado pelo alcance e proporção que seus vídeos viralizaram. “O que mais me deixa feliz é quando alguém me manda mensagem dizendo que estava passando por um dia difícil, entrou no meu perfil, deu risada e conseguiu esquecer um pouco dos problemas. No fim das contas, esse sempre foi o objetivo: criar um espaço leve, divertido e que faça as pessoas quererem voltar todos os dias para saber o que aconteceu, rir junto e sentir que fazem parte dessa comunidade”. Como ele mesmo diz: ‘solta a vinheta produção’ e boa leitura.
Jornal de Jundiaí: Por que você veio morar em Campinas, município que fica a 560 quilômetros de Santo Anastácio?
Leo Colhado: Olha, eu nasci em Santo Anastácio que, na época, tinha cerca de 12 mil habitantes. Morei lá até os 17 anos, depois fui morar em Araçatuba, onde vivi por oito anos. Eu trabalhava em uma empresa e acabei sendo transferido para Campinas em 2016. Foi uma cidade que me acolheu muito bem. Foi aqui que minha vida mudou completamente, tanto no lado profissional quanto pessoal.
JJ: A sua rotina de postagens nas redes sociais foi contando as fofocas de Campinas?
LC: Na verdade, não. Antes eu nem era uma pessoa muito exposta nas redes sociais. Eu comecei o TikTok contando histórias da minha própria vida, situações engraçadas que aconteciam comigo e também com alguns amigos. A galera começou a gostar muito desse formato e, naturalmente, as pessoas começaram a me mandar histórias por direct. Foi aí que eu tive a ideia de criar um e-mail chamado “Léo Conta Minha História”. Naquela época nem existia essa ideia de fofoca como existe hoje. Eu só contava histórias enviadas pelos seguidores, sempre preservando as pessoas. Com o tempo eu percebi que esse tipo de conteúdo tinha um potencial enorme. Aí fui adaptando o formato, trouxe mais humor, mais entretenimento e nasceu o jeito que as pessoas conhecem hoje.
JJ: E você só tinha conta nesta plataforma?
LC: No Instagram foi diferente. Eu tinha a minha conta desde 2012, mas era aquele perfil tradicional, quer dizer, de foto e frase. Eu sempre fui muito discreto e nunca gravava vídeos por lá. Faz aproximadamente um ano que comecei a trabalhar o Instagram de forma profissional. Já no TikTok estou há quase dois anos. Parece bastante tempo, mas olhando a trajetória, é tudo muito recente.
JJ: Você começou com o ‘Leo conta minha história’ sobre fatos de Campinas, mas como você chegou às fofocas de Jundiaí?
LC: Por dia eu chego a receber de 30 a 100 e-mails contando algo. Confesso que não lembro como a de Jundiaí chegou primeiro pra mim, mas agora recebo bastante (rs)
JJ: Aliás, você conhece Jundiaí?
LC: Na verdade, a minha ligação com Jundiaí aconteceu por causa de um relacionamento. Em 2021 eu namorei uma pessoa que morava na cidade e ia bastante para lá. Depois que o relacionamento terminou, praticamente não voltei mais. Para ser sincero, ainda não conheço. Já estive em Jundiaí algumas vezes por causa desse relacionamento, mas nunca tive a oportunidade de conhecer os pontos turísticos da cidade. Está na minha lista.
JJ: Você também tem um podcast com uma pitada de humor. Sua formação é de ator ou na área de comunicação?
LC: Não sou ator. Sempre gostei muito de comunicação e entretenimento. Acho que o humor acabou surgindo de forma muito natural na minha vida. Hoje faço podcast, produzo vídeos diariamente e gosto de transformar situações comuns em histórias leves e engraçadas. Acho que meu jeito de contar acaba fazendo parte do entretenimento, mas nunca atuei profissionalmente.
JJ: Como unir fofoca e diversão sem causar problemas para as pessoas?
LC: Essa sempre foi a minha maior preocupação. Eu gosto de contar fofocas leves, aquelas que fazem as pessoas darem risada. Não tenho interesse em destruir a imagem de ninguém, expor alguém ou transformar a dor de uma pessoa em entretenimento. Antes de publicar qualquer história eu tomo muito cuidado com a forma como conto. Muitas vezes retiro detalhes, não cito nomes e adapto a narrativa justamente para preservar quem está envolvido.
O meu objetivo é que as pessoas entrem na minha página para relaxar um pouco, rir e esquecer por alguns minutos do caos que a gente vive todos os dias. Inclusive, já aconteceu de pessoas que eram o assunto da fofoca assistirem ao vídeo, darem risada e até me agradecerem pela forma respeitosa como contei a história. Acho que isso mostra que dá para fazer entretenimento sem machucar ninguém.
JJ: Os personagens das fofocas, mesmo quando não são citados, já te procuraram?
LC: Já aconteceu sim, mas sempre foi de forma tranquila. Como eu tomo muito cuidado para preservar a identidade das pessoas, normalmente quando alguém me procura é mais por curiosidade ou porque acabou se reconhecendo na situação. Felizmente nunca tive grandes problemas justamente porque meu conteúdo é pensado para divertir, e não para atacar alguém.
JJ: Tem ideia de quantos e-mails ou mensagens de fofocas você recebe por dia?
LC: Varia bastante. Tem dia que recebo poucas e outros em que chegam dezenas de mensagens entre direct, e-mail e outras redes. Hoje, boa parte das histórias chega pelo e-mail. Eu leio praticamente tudo, mas nem tudo vira conteúdo. Eu faço uma seleção muito criteriosa para manter o perfil dentro da proposta que construí.
JJ: Qual é a rotina do Leo hoje? Além das fofocas, como é dividido seu dia a dia?
LC: Hoje eu vivo 100% da internet. Meu dia começa respondendo mensagens, lendo sugestões de histórias, acompanhando o que está acontecendo nas cidades e planejando os conteúdos do dia. Além disso, tenho toda a parte comercial, reuniões com marcas, gravações, edição de vídeos e criação de campanhas publicitárias. Também sou muito criterioso com publicidade. Não é qualquer produto ou empresa que eu divulgo. Eu acredito que credibilidade leva muito tempo para construir e pode ser perdida muito rápido. Então faço questão de trabalhar apenas com marcas que realmente façam sentido para mim e para quem me acompanha.

Leo Colhado já é fenômeno nas redes pelo jeito peculiar de contar as fofocas do interior