BEM-ESTAR ANIMAL

Temperaturas baixas exigem atenção redobrada com os pets 

Por Djulia Lopes | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo pessoal
Carolina Hahmeyer adapta a rotina e os cuidados com o cachorro para protegê-lo
Carolina Hahmeyer adapta a rotina e os cuidados com o cachorro para protegê-lo

Assim como acontece com as pessoas, as baixas temperaturas também afetam a saúde e o bem-estar dos animais de estimação. Durante o inverno, cães e gatos podem sentir mais frio, ficar menos ativos e até apresentar problemas de saúde relacionados à estação. Por isso, especialistas orientam que os tutores adaptem alguns cuidados para garantir conforto e prevenir doenças.

Segundo a veterinária Camila Andrejus, o frio pode agravar dores crônicas e provocar alterações no metabolismo dos animais, especialmente daqueles mais vulneráveis, como idosos e pets que já apresentam alguma condição de saúde. "A queda de temperatura pode afetar de diversas maneiras, principalmente quando falamos de dor. Pets que possuem dor crônica apresentam maior incidência de quadros mais intensos nesta época do ano. O frio afeta não só cães e gatos, mas outras espécies também, podendo causar até disfunções no metabolismo", explica.

Entre os principais cuidados, a veterinária destaca a importância de manter o ambiente aquecido e observar atentamente o comportamento do animal. Nos passeios, a recomendação é priorizar os horários mais quentes do dia e, quando necessário, utilizar roupas próprias para animais, desde que ele se sinta confortável. "O maior cuidado nesse momento é observar o comportamento. Em casa, o pet deve permanecer em um ambiente seguro e com temperatura agradável. Já os passeios devem ser feitos, de preferência, próximo ao meio do dia, quando faz menos frio", orienta.


A veterinária Camila Andrejus orienta sobre os cuidados com os pets durante o inverno.

A psicóloga Carolina Hahmeyer, tutora do cachorro Drogo, conta que a rotina da família muda durante os dias mais frios. Os passeios passam a acontecer no fim da manhã ou durante a tarde, quando a temperatura está mais amena, e os cuidados dentro de casa também aumentam. "O Drogo acaba ficando mais dentro de casa nos dias frios e procuro fazer os passeios nos horários em que a temperatura está mais agradável. Como ele ama chuva, preciso ficar sempre atenta para que não saia correndo e acabe se molhando", relata.

Ela explica que manter o pet aquecido faz parte da rotina da família. "Ele dorme na nossa cama, então já fica bem quentinho durante a noite. Também deixo a caminha confortável, evito que fique exposto ao vento e observo até as patinhas. Se percebo que estão muito frias, sei que está na hora de aquecê-lo melhor."

De olho no comportamento 

Além da preguiça e do aumento do tempo de sono, mudanças de comportamento podem indicar que o animal está sofrendo com o frio. A veterinária alerta que sinais como falta de apetite, dificuldade para se levantar, intolerância ao exercício, espirros, tosse e secreções nasais ou oculares merecem atenção e justificam uma avaliação profissional.

Camila ressalta ainda que um dos erros mais comuns é não perceber essas alterações logo no início. "Entender o comportamento do pet é essencial para buscar atendimento de forma preventiva ou precoce, aumentando as chances de sucesso no tratamento. O acompanhamento veterinário regular faz toda a diferença."

Para Carolina, a principal lição é lembrar que os animais também sentem os efeitos das baixas temperaturas. "O mais importante é não subestimar o frio. Garantir um lugar quentinho para dormir, evitar exposição prolongada ao frio ou à chuva e observar qualquer mudança no comportamento faz toda a diferença", conclui.

Comentários

1 Comentários

  • Leticia Fonseca 01/07/2026
    Dra Camila é incrível, super atenciosa e carinhos, super recomendo