O Paulista de Jundiaí entrou em campo neste domingo (1) contra a Francana no estádio Dr. Jayme Cintra. Na partida, o empate por 2 a 2, mas, após o apito final, membros da torcida organizada Raça Tricolor invadiram áreas restritas do estádio, de administração e vestiário, depredando dependências, ameaçando e xingando diretores e jogadores. A Polícia Militar foi chamada ao local e prendeu seis envolvidos no episódio.
No local, os policiais ainda constataram que havia vidros quebrados e sinais de depredação. Nas dependências da diretoria, havia diversas pessoas brigando com funcionários do clube. Neste momento, a polícia deu ordem para que todos se sentassem, a fim de identificar os torcedores que estariam promovendo a briga. Eram seis, que estavam trajados com vestes da organizada. Havia mais envolvidos, mas fugiram ao notar a chegada das viaturas.
Os policiais que atenderam a ocorrência informaram na elaboração do BO que não foi necessário o uso da força física ou de instrumentos de menor potencial ofensivo, sendo possível separar as partes e restabelecer a ordem de forma técnica e proporcional. O advogado do clube relatou aos agentes que após o término da partida, saiu do camarote e percebeu que não havia mais público no local, mas também não tinha mais policiamento ostensivo. Nesse momento, um grupo de torcedores que já estava no estacionamento tentava abrir a porta de acesso ao vestiário do estádio.
Para entrar, os membros da organizada teriam quebrado o vidro da porta. O intuito da invasão seria cobrar jogadores e diretoria. Como não encontraram quem queriam, passaram a invadir outras áreas da administração do clube. Arrombaram a porta da sala de troféus e invadiram o alojamento dos jogadores. A polícia, então, foi acionada.
O advogado demonstrou interesse, em nome do clube, em representar criminalmente contra os envolvidos, especialmente em relação aos danos materiais causados ao patrimônio do clube. Na delegacia, o delegado ouviu as partes e enquadrou o caso no artigo 201 da Lei 14.597/23, a Lei Geral do Esporte. Segundo o texto, é proibido "promover tumulto, praticar ou incitar a violência (...) em eventos esportivos". Os homens, porém, foram presos em flagrante também pela prática, em tese, do delito de dano, do Código Penal.