CONTRADIÇÃO

Polícia pede internação de adolescente envolvido no caso Orelha

Por Redação | Agências
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Reprodução
Orelha foi torturado e encontrado em estado grave; na clínica veterinária, precisou passar por eutanásia
Orelha foi torturado e encontrado em estado grave; na clínica veterinária, precisou passar por eutanásia

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu na terça-feira (3) o inquérito que apurou a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos sofridos pelo cão Caramelo, na Praia Brava, em Florianópolis. Os agentes constataram que houve contradição no relato de um dos jovens e pediu a internação dele, que é apontado como autor da agressão em relação ao caso Orelha. No episódio envolvendo Caramelo, quatro adolescentes foram representados pela corporação.

Além disso, no caso de Orelha, três adultos, sendo dois pais e um tio de adolescentes investigados, foram indiciados sob suspeita de coação a testemunhas. Por se tratarem de suspeitos menores de 18 anos, a Polícia Civil não divulgou nomes, idades nem a localização dos envolvidos.

Investigação

Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Polícia Civil de Santa Catarina mostram o adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha deixando e retornando ao condomínio onde estava hospedado, em Florianópolis, no intervalo em que o animal foi brutalmente agredido. O material audiovisual é apontado como peça-chave para derrubar a versão apresentada pelo jovem, que afirmou em depoimento ter permanecido o tempo todo na área da piscina.

Segundo a investigação, os registros indicam que o adolescente saiu do condomínio às 5h25 do dia 4 de janeiro e retornou às 5h58, acompanhado de uma amiga. O ataque ao cão Orelha foi cometido aproximadamente às 5h30, período em que, de acordo com as imagens, ele estava fora do local. A contradição levou a Polícia Civil a concluir o inquérito e a pedir a internação provisória do adolescente por ato infracional análogo a maus-tratos.

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