Jundiaí registrou, neste ano, 154 acidentes e um óbito envolvendo animais peçonhentos, como escorpiões, serpentes, abelhas, lagartas e aranhas. Os dados são do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), do Governo do Estado de São Paulo, atualizado na última sexta-feira (14).
ESCORPIÃO
Só com escorpiões, foram 105 acidentes no município neste ano. Desse total, 102 foram classificados como leves, dois como moderados e um como caso de gravidade ignorada. Não houve óbitos.
No ano passado (de janeiro a dezembro), foram registrados 113 casos: 103 de gravidade leve, cinco moderados, e cinco ignorados.
OUTROS ANIMAIS
Jundiaí também registrou acidentes provocados por outros animais peçonhentos. Com serpente, foram dois casos, ambos de gravidade moderada e sem óbito registrado. Com aranha foram 17 casos, 14 leves e três moderados. Também houve registro de um acidente com lagarta, classificado como leve e, com abelhas, foram 29 casos, sendo 26 leves, dois ignorados e um grave que resultou em óbito.
ALERTA
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES?SP) alerta a população para o aumento de acidentes com escorpiões e outros animais peçonhentos no território paulista com a chegada do verão, aumento das temperaturas e das chuvas.
“Para prevenir o risco de aparecimento dos escorpiões é necessário manter quintais e jardins limpos, evitar o acúmulo de entulhos e vedar ralos e frestas em residências. As ações de limpeza urbana e o manejo correto de resíduos são fundamentais para reduzir o risco de acidentes e controlar a proliferação dos escorpiões”, destaca Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES.
Os sintomas mais comuns após a picada incluem dor intensa, sensação de ardência ou agulhadas e inflamação no local. Nos quadros moderados podem apresentar dor intensa, vômitos ocasionais, suor, agitação, aumento dos batimentos cardíacos e da respiração.
Já em quadros graves, mais frequentes em crianças de até 10 anos, o vômito pode ser abundante, assim como o suor, além do choro intenso e contínuo. Esses sintomas indicam agravamento e exigem atendimento médico imediato.
Em caso de picada, o ideal é lavar o local com água e sabão, aplicar compressa morna e evitar espremer, sugar ou fazer torniquete. A recomendação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Levar o animal ou uma foto pode ajudar na identificação, mas não é necessário captura?lo.
O estado conta hoje com 232 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), distribuídos estrategicamente para reduzir o tempo entre a picada e o atendimento, especialmente no caso de crianças de até 10 anos. Esses locais estão preparados para tratar acidentes com animais peçonhentos e possuem soro antiescorpiônico. Para localizar o posto de atendimento mais próximo basta acessar o site: https://cievs.saude.sp.gov.br/soro/.
Prevenção
- Mantenha quintais, jardins e áreas de serviço limpos, sem entulho ou restos de construção, que servem de abrigo para escorpiões e outros animais;
- Evite acumular lixo, folhas secas e madeira; guarde objetos em locais elevados;
- Vede frestas em paredes e pisos, use telas em ralos e batentes de portas;
- Ao andar em áreas verdes, use calçados fechados e luvas, principalmente, ao manusear materiais empilhados;
- Guarde calçados em sacos plásticos ou caixas;
- Sacuda roupas, toalhas e calçados antes de usá-los