REAJUSTE

Gasolina pode beirar R$ 6 em Jundiaí; gás de cozinha também sobe

Por Nathália Sousa |
| Tempo de leitura: 3 min
Tomaz Silva / Agência Brasil
A gasolina volta a ter uma alta na refinaria, a última havia acontecido em agosto do ano passado (16%)
A gasolina volta a ter uma alta na refinaria, a última havia acontecido em agosto do ano passado (16%)

A Petrobras anunciou que, a partir desta terça-feira (9), haverá reajuste nos preços da gasolina e do gás de cozinha (GLP). A estatal aumentará R$ 0,20 no litro da gasolina e o botijão de gás de cozinha de 13kg subirá R$ 3,10. No entanto, os preços tendem a subir em cadeia, pois estes valores são os praticados para distribuidores, que vendem para os revendedores, que, por sua vez, vendem ao consumidor final. No valor final, são incluídos as margens de lucro do comerciante e da distribuidora, além dos custos associados ao transporte.

O botijão de gás vai para R$ 34,70 com o reajuste, já o litro da gasolina passará a custar R$ 3,01. Considerando que a gasolina vendida ao consumidor final tem 27% de etanol em sua composição, o impacto do reajuste para o consumidor final deverá ser de R$ 0,15 por litro.

Em Jundiaí, de acordo com o último levantamento de preços feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina custava R$ 5,65 na revenda na semana de 23 de junho. Apenas com o reajuste da Petrobras, o combustível irá para R$ 5,80. Somando-se outros acréscimos na distribuição, o preço pode beirar os R$ 6 por litro na cidade.

Já o gás de cozinha, ainda de acordo com o levantamento da ANP feito na semana de 23 de junho, custava em média R$ 102,54 cada botijão de 13 kg. Só com o reajuste da Petrobras, o preço sobe para R$ 105, mas, assim como a gasolina, o acréscimo no valor acontece em cadeia, então o consumidor pode esperar valor maior nas revendas.

Promessa

Durante campanha eleitoral, em 2022, o presidente Lula chegou a anunciar que o botijão de gás diminuiria para a casa dos R$ 70 em 2023. Em Jundiaí, desde então, não teve preço médio abaixo de R$ 100. A expectativa também era de gasolina mais barata, com o fim da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que era praticada desde 2016 e flutuava o preço dos combustíveis no Brasil de acordo com o valor internacional do barril do petróleo e o preço do dólar. O fim do PPI aconteceu em maio do ano passado. De lá para cá, o preço médio da gasolina em Jundiaí ficou entre R$ 5,10 e cerca de R$ 5,60.

De acordo com a Petrobras, o último ajuste no preço do gás de botijão havia sido feito em 1º de julho de 2023, quando houve queda (-3,9%). O último aumento (24,9%) havia sido feito em 11 de março de 2022. Já a gasolina teve a última alteração de preço pela estatal em 21 de outubro de 2023, quando houve redução de 4%. O último aumento do combustível ocorreu em 16 de agosto do ano passado (16%).

Ao mesmo tempo, porém, aconteceu a reoneração em todo o país, o que encarece o combustível. Em 2022, o governo zerou PIS/Cofins do diesel e da gasolina e limitou a alíquota de ICMS sobre os combustíveis. Entre o ano passado e este ano, houve o retorno de PIS/Cofins nos combustíveis, assim como o aumento da alíquota do ICMS. Ou seja, houve redução de preços pela Petrobras, mas a volta de impostos.

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