‘PRÉ-INVERNO’

Dias mais frios fazem crescer em 20% a procura por sopas e caldos

Por Rafaela Silva Ferreira |
| Tempo de leitura: 2 min
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Com as baixas temperaturas se aproximando, nada como um caldo ou uma sopa quentinha para espantar o frio e aconchegar o estômago. E essa preferência se reflete no mercado, onde a demanda por esses pratos aumenta consideravelmente nesta época do ano. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, o consumo de sopas e caldos cresce em média 20% no inverno em comparação com o restante do ano.

De acordo com Diego Ribeiro Castro, que administra um restaurante e marmitaria em Jundiaí, o campeão de vendas é o tradicional caldo de feijão, seguido de sopa de legumes, creme de mandioca e canja de galinha. “As versões com frango também são bastante populares, como sopa de frango com macarrão e canja de galinha com legumes”, comenta.

Em média, um caldo simples, como caldo de feijão ou caldo verde, custa entre R$ 10 e R$ 20 o prato. Já um caldo mais elaborado, como caldo de mocotó ou caldo de camarão, pode custar entre R$ 20 e R$ 30. “Alguns fatores podem influenciar o preço do caldo, principalmente os ingredientes”, explica Diego. “Caldos com ingredientes mais caros, como carne vermelha ou frutos do mar, tendem a ter um preço mais elevado.”

E para quem prefere preparar o caldo em casa, Diego comenta que também é possível. “Lógico que o preço também vai variar de acordo com os ingredientes utilizados, mas de maneira geral, é possível preparar um caldo saboroso e nutritivo por até R$ 25 por litro em casa.”

Questionado sobre preferências e com tantas opções dentro do próprio restaurante, Diego revela que não é difícil encontrar o caldo ou a sopa perfeita para aquecer o seu inverno. "Particularmente falando, eu adoro um caldo de feijão bem temperado, com bacon e croutons", conta. Mas ele também diz preferir a praticidade das sopas instantâneas: "É só adicionar água quente e está pronto. Perfeito para aqueles dias corridos."

Já Marcela Silva, gerente de outro restaurante, destaca que a produção de caldos no estabelecimento praticamente dobra nos meses mais frios. "Em junho e julho, nos preparamos aumentando nossa produção em cerca de 15% a 20%. A procura é enorme, principalmente durante a noite," comenta. Ela ainda ressalta que a qualidade dos ingredientes é fundamental para o sucesso das receitas.

A preferência do público mantém-se a mesma. "Os caldos de mandioquinha, feijão e verde são campeões de vendas. O caldo de mocotó também tem uma saída significativa, principalmente entre os clientes que buscam algo mais substancioso," diz Marcela.

A influência das Festas Juninas e Julinas

A tradição das Festas Juninas e Julinas também tem um papel crucial no aumento da procura por caldos. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa da Cozinha e da Cultura Brasileiras (IPCB), há um aumento de 30% na venda de caldos durante o período das festas. "Essas festas resgatam tradições e o consumo de caldos é parte delas. Muitas barracas em quermesses oferecem caldos variados como parte do cardápio típico," comenta Diego, que também vende lotes para paróquias.

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