A DPOC é uma doença inflamatória crônica e progressiva, que compromete os pulmões, estando intimamente relacionada ao tabagismo, ativo ou passivo e/ou inalação de fumaça de queima de biomassa, como fogão a lenha, e mesmo partículas de poluentes. Se caracteriza pela presença de tosse diária, com expectoração clara, por vezes amarelada e sensação de falta de ar, inicialmente a grandes esforços, como subir escadas ou ladeiras; porém, progride para esforços menores, como tomar um banho ou trocar de roupa, limitando as atividades da vida diária. Embora seja uma doença grave, ela é controlável quando identificada e tratada adequadamente.
Muitos pacientes convivem com os sintomas por muito tempo, sem um diagnóstico definido, relacionando seus sintomas ao hábito de fumar, à idade, à outras doenças em curso, como hipertensão, diabete e outras, deixando a doença progredir sem um tratamento adequado que poderia alterar, para melhor, o curso da doença.
Muitos pacientes convivem com os sintomas por anos antes de procurar ajuda profissional. Ficar atento aos primeiros indícios é fundamental para evitar a evolução da doença:
O desenvolvimento da DPOC está ligado à inalação contínua de toxinas e partículas irritantes. Conhecer os fatores de risco permite adotar mudanças preventivas imediatas:
Tabagismo (ativo e passivo): É a causa primária da doença. O consumo de cigarros, charutos, cachimbos, narguilé e dispositivos eletrônicos (vapes), além da exposição contínua à fumaça de terceiros, danifica gravemente os pulmões.
Fumaça de biomassa e poluição: O uso prolongado de fogão a lenha ou lareiras em locais mal ventilados, a exposição a queimadas e a poluição dos grandes centros urbanos são fatores determinantes.
Exposição ocupacional: Inalação de poeiras minerais ou vegetais, vapores e gases irritantes no ambiente de trabalho (como indústrias e construção civil).
Fator genético: A deficiência de Alfa-1 Antitripsina (AAT), uma condição rara que deixa o pulmão desprotegido contra enzimas destrutivas.
Hábitos preventivos: Parar de fumar imediatamente, garantir boa ventilação ao cozinhar, utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados no trabalho, praticar atividades físicas regulares e manter a vacinação em dia (Gripe, Pneumocócica, COVID-19 e Coqueluche) protegem a função pulmonar contra infecções graves.
Pacientes acima de 40 anos, com fator de risco, como o tabagismo, devem procurar avaliação médica, preventiva, realizando exames de imagem e espirometria, o teste do sopro. O tratamento não cura, pois a doença é crônica, mas alivia os sintomas, melhora a qualidade de vida do paciente, evita exacerbações ou crises, os "ataques pulmonares", que fazem com que a doença piore abruptamente, ocasionando internações e mesmo aumentando o risco de morte. As opções incluem abandono do tabagismo, medicamentos inalatórios, bombinhas, reabilitação pulmonar, vacinas, oxigenoterapia em casos mais avançados.
É muito comum a população associar óbitos por DPOC a um infarto ou parada cardíaca. Essa confusão acontece por três motivos principais:
Para o médico pneumologista e diretor técnico da Santa Casa Mais Clínica Particular, Dr. Ciro de Castro Botto, CRM-SP 42603 (RQE 1011), o diagnóstico precoce é a chave para preservar o bem-estar e a independência do paciente.
"A falta de ar e a tosse diária não devem ser aceitas como algo natural da idade ou do hábito de fumar. Quando diagnosticamos a DPOC nas fases iniciais através da espirometria, conseguimos desacelerar a perda da função pulmonar, orientar a cessação do tabagismo e prescrever o tratamento adequado com medicamentos inalatórios e reabilitação. O acompanhamento contínuo evita crises graves e devolve a qualidade de vida ao paciente. Se você tem mais de 40 anos, é fumante ou ex-fumante, tem tosse diariamente e falta de ar, cansaço aos esforços, procure seu pneumologista, você pode ter DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)", destaca o Dr. Ciro Botto.
Investir na saúde pulmonar exige orientação médica especializada, acompanhamento constante e uma estrutura preparada para responder a todas as necessidades do paciente.
A Santa Casa Mais Clínica Particular, do Grupo Santa Casa de Franca, oferece atendimento multidisciplinar em diversas especialidades, incluindo a Pneumologia. Além disso, conta com o suporte do parque tecnológico e da estrutura hospitalar do Grupo Santa Casa de Franca para exames complementares e diagnósticos precisos.
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