Encontrado morto nas proximidades da própria fazenda, em Rifaina, nesta segunda-feira, 2 de novembro, o fazendeiro e pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, estava com uma carta manuscrita no bolso, endereçada à mãe da jovem que ele matou, Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos.
Na carta, João afirma que mantinha um relacionamento com Priscila havia cerca de um ano e meio e que tinha o desejo de constituir uma família com ela. O documento não menciona arrependimento, nem aborda o fato de ter tirado a vida da jovem. Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, a suspeita é de que o fazendeiro tenha escrito a carta antes de cometer o crime, já que o conteúdo se concentra no relacionamento e nos planos que dizia ter para o futuro, sem qualquer referência à morte de Priscila.
Além da carta, foram encontrados uma munição intacta de revólver calibre .38, cerca de R$ 15 mil em dinheiro - sendo 31 notas de R$ 200 e 83 notas de R$ 100, entre outras de diferentes valores -, um celular, um relógio e a chave da caminhonete. Todo o material foi analisado pela perícia científica durante os trabalhos realizados no local.
Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi morta com um tiro na cabeça na terça-feira, 27 de outubro, em uma propriedade rural de Rifaina. Segundo as informações apuradas pela investigação, a jovem estava acompanhada do irmão e de uma amiga e teria ido ao local para devolver uma caminhonete ao fazendeiro, após decidir encerrar o relacionamento. Durante o encontro, houve uma discussão e João Roberto Bolelli teria atirado contra ela. Priscila chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o suspeito fugiu e passou a ser procurado pelas forças de segurança.
A Justiça decretou a prisão preventiva do pecuarista, destacando a gravidade do crime e o risco representado por sua liberdade. As buscas continuaram até a segunda-feira, 2 de novembro, quando João foi encontrado morto nas proximidades da própria fazenda, em Rifaina. Com a localização do corpo, terminaram as buscas pelo suspeito, cinco dias após o assassinato de Priscila. As circunstâncias da morte do fazendeiro passaram a ser apuradas pela Polícia Civil.