31 de outubro de 2026
CADÊ JOÃO?

Fazendeiro acusado de matar jovem em Rifaina continua foragido

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
reprodução/redes sociais
Fazendeiro João Roberto Bolelli, de 62 anos, é procurado pela Polícia após matar a jovem Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos

Quatro dias após o assassinato de Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, o fazendeiro João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a jovem a tiros, continua sem ser localizado. O crime ocorreu na noite da última terça-feira, 27, em Rifaina, e o investigado é considerado foragido da Justiça.

A Polícia Civil mantém as buscas pelo pecuarista que fugiu logo após o crime. A caminhonete Toyota Hilux utilizada por ele foi encontrada abandonada nas proximidades de sua propriedade rural, em Rifaina. Desde então, não há informações confirmadas sobre o paradeiro do suspeito.

Na quarta-feira, 28, a Justiça decretou a prisão preventiva de Bolelli, após pedido da Polícia Civil. Na decisão, o juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende destacou a periculosidade atribuída ao investigado, a violência do crime e a fuga após os disparos.

O magistrado também considerou que a liberdade do suspeito poderia comprometer a investigação, inclusive pela possibilidade de interferência na coleta de depoimentos. A prisão foi decretada para garantir a instrução processual e a aplicação da lei penal.

Crime ocorreu durante devolução de caminhonete

Priscila foi morta nas proximidades da entrada de uma propriedade rural, às margens do km 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina.

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem mantinha um relacionamento amoroso com Bolelli e pretendia terminar a relação. Ela foi até o local para devolver uma caminhonete, acompanhada do irmão e de uma amiga, pois temia pela própria segurança.

Durante o encontro, houve uma discussão e o pecuarista teria sacado uma arma e atirado contra Priscila. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos.

A jovem foi sepultada na cidade de Perdizes (MG), onde morava.

Suspeito já foi condenado por perseguir ex-companheira

Bolelli também possui uma condenação judicial por descumprir medidas protetivas concedidas a outra ex-companheira. O processo apurou episódios de perseguição, ligações insistentes e ameaças registrados em 2018, em Franca e Rifaina.

Em dezembro de 2021, ele foi condenado a três meses e 15 dias de prisão, em regime aberto. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em abril de 2022.