O Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou que os agrotóxicos apreendidos durante a Operação Pesticida, deflagrada em Franca em dezembro de 2025, eram falsificados. Das cinco amostras analisadas, quatro não continham o princípio ativo informado nas embalagens, enquanto a quinta apresentava substâncias diferentes das declaradas nos rótulos.
Os laudos foram solicitados pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e integram as provas técnicas dos processos relacionados à investigação.
Para auxiliar as análises, a CropLife Brasil forneceu amostras autênticas de defensivos agrícolas e rótulos originais, utilizados como referência na comparação com os produtos apreendidos.
Os dois processos judiciais relacionados à investigação seguem em andamento. Em junho de 2026, cinco acusados que estavam presos foram colocados em liberdade pela Justiça de Franca, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Os demais réus permanecem presos preventivamente desde a operação.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os investigados são acusados de integrar uma organização criminosa com atuação regional e ramificações interestaduais entre São Paulo e Minas Gerais. O grupo seria voltado à falsificação, adulteração e comercialização de agrotóxicos.
Deflagrada em dezembro de 2025 pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Polícia Militar, a Operação Pesticida teve como objetivo combater uma organização criminosa suspeita de falsificar, adulterar e comercializar agrotóxicos.
A ação mobilizou cerca de 250 policiais militares, promotores de Justiça e servidores do Ministério Público, com apoio de 65 viaturas. Foram cumpridos 25 mandados de prisão temporária e 90 mandados de busca e apreensão em endereços nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Ao todo, 23 suspeitos foram presos e cinco laboratórios clandestinos foram desmantelados. Entre os locais identificados, havia uma gráfica utilizada na produção de materiais empregados na falsificação das embalagens. Também foram apreendidos galões, rótulos e utensílios relacionados à fabricação dos produtos ilegais.
A investigação apura suspeitas de organização criminosa, falsidade ideológica em documento público, lavagem e ocultação de bens e valores, além de falsificação, adulteração e comercialização de agrotóxicos. As apurações identificaram uma estrutura dividida em núcleos especializados, com atuação em diferentes estados.